15 de maio de 2009

Alface

alface

ALFACE

Erva sobejamente conhecida no Brasil e usada nas mesas, principalmente como salada, é, no entanto, altamente medicinal. Assemelha-se ao ópio, porém, menos violenta. Seu suco lactescente, principalmente quando extraído do caule antes da frutificação, passa por curar a icterícia e produz um narcótico usado nas farmácias (lactucarium). É eficaz contra insônia, pessoas excessivamente nervosas, palpitações do coração, nevralgias intestinais, reumatismo, conjuntivite, hipo-condria, espermatorréia e priapismo. Encerra esse suco a “lac-tucina”, princípio ativo e amargo, além de “mannita”, “aspa-ragina”, albumina, resina, cera, sais, etc. além de óleo essencial, as folhas, no seu estado fresco, contêm mais de 95% de água e menos de 2% de matéria azotada, proteína, manganês e outras matérias minerais, além do cobre. Das sementes, extrae-se óleo emoliente, alimentar, (principalmente no Egito), onde tem a fama de anafrodisíaco. Os japoneses chama-na Abirako e os italianos, Lattuga. Seu nome científico Lactuca sativa L. (L. esculenta Salisb., da mesma família). Tem caule verde ou vio-láceo e folhas também verdes com a face voltada para o caule, as inferiores ou radicais densas e moles. Suas folhas são comestíveis cruas em salada ou também cosidas de diversos modos; são reguladoras do estômago e da temperatura do sangue. Além de usadas para enfeite de pratos, servem também para forra-gem apreciada por bovinos, ovinos, eqüinos e caprinos. É excelente alimento para todas as aves, inclusive as canoras, e particularmente para os pintos de primeiros dias. É originária da Asia. Os Romanos usam-na desde a Antigüidade antes das refeições e depois das mesmas em certas ocasiões. É planta associada à Mitologia Grega. Suas flores são amarelas em capítulos dispostos em panículas subcorimbosas com folhas bracteadas.