9 de maio de 2009

Aipo

aipo

AIPO

O Aipo (salsão, dos portugueses), é uma erva excitante, carminativa, febrífuga e anticcorbútica, usada desde milênios pelos antigos Gregos e Romanos, fazendo parte até mesmo de sua mitologia. É uma planta erética, perfumada, de caules angulosos, canaliculados, fistulosos e glabros, folhas luzi-dias, decompostas, em parte radicais e pecioladas, em parte sés-seis, com os segmentos linear-lanceolados; suas flores são brancas , ou branco-esverdeadas dispostas em numerosas umbelas, às vezes decompostas. Seu fruto é subgloboso. Seu nome científico é Apium graveolens L. (A. Celleri Gaertn., Seseli graveolens Scop., Sium Apium Roth), da família das Umbelíferas. É uma das cinco raízes aperientes das farmácias de todo o mundo, porém o mais interessante do seu cultivo em todas as hortas, são as folhas e o seu longo pecíolo carnoso e estriado, condimentares, comestíveis e saborosos, crus ou em salada, além de servirem, como as raízes, para a feitura de vários pratos de mesa. Há diversas qualidades (silvestris, lusitanicum, dulce), todas aproveitadas pelos horticultores e que deram origem a muitas outras distintamente separadas em dois grupos, o do Aipo propriamente dito e o do Rábano (que é o salsão, nosso conhecido), pertencente ao primeiro todos os que apresentam pecíolos comestíveis brancos, róseos, vermelhos ou violetas e ao segundo os que dão raízes desenvolvidas, subdividindo-se este também em mais dois grupos: os que fornecem somente folhas para condimento e enfeite de pratos e os que apresentam raízes napifor-mes comestíveis. É planta originária da Europa e muito cultivada no Brasil, principalmente no Rio Grande do Sul e no Estado de São Paulo, desde que o solo seja úmido. Os italianos chamam-no Sedano. A espécie Tronchuda Branco é a mais cultivada, talvez por ser a mais rústica.

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