6 de março de 2011

Propriedades do quiabo

QUIABO (Hibixus ou Abelmoschus exulentes).
Família das Malváceas. Arbusto também chamado zombo, de folhas alternas, pecioladas, flores axilares, e frutos que são cápsulas verdes. Estes frutos constituem apreciado alimento. “No Oriente, as sementes do quiabo torradas substituem com vantagem o café.” (Chácaras e Quintais, setembro de 1917, pág. 193). O quiabo tem propriedades medicinais: é empregado para combater os processos inflamatórios

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26 de outubro de 2010

Esporao de galo

ESPORÃO-DE-GALO (Pisonia aculeala L.).
Famüias das Mictagináceas. Arbusto excessivamente difuso, caule até 25cm de diâmetro, ou trepadeira grande, até lOm e caule de diâmetro menor; em qualquer caso, geralmente armado de numerosos espinhos fortes e recurvados, axilares, quase opostos, às vezes inerme; ramos numerosos,- sub-opostos, mais ou menos pêndulos, cilíndricos, ligeiramente estriados, finamente pubes-centes ou quase glabros; casca fina, Usa, cinzento-esverdeada, folhas pecioladas, opostas, elípticas, ovais, oblongo-ovais ou sub-orbiculares, agudas, curto-acuminadas ou obtusas no ápice, aguçadas, cuneadas ou, poucas vezes, arredondadas na base, até 14cm de comprimento e 6cm de largura, coriáceas, glabras ou excepcionalmente pubescentes nas duas páginas ou glabras na página superior e um pouco pubescentes na inferior; flores ver-de-amareladas (pardacentas, seg. Glaziou), as masculinas de perianto campanulado e as femininas de perianto tubuloso, reunidas em cimeiras densas, multiflores, dispostas em pequenas panículas axilares; fruto cariopse até 12cm de comprimento e 3-4mm de diâmetro, oblongo ou claviforme, arredondado no ápice, 5-anguloso, pubescente entre os ângulos e com estes glan-dulosos; glândulas viscosas.

25 de outubro de 2010

Flores da esponjeira

Esponjeira:
Devemos ainda lembrar que o caule e os galhos exsudam quantidade elevada de goma, sob a forma de lágrimas transparentes, a qual passa por ser melhor que a “goma-arábica”, substituindo-a com vantagem e tendo várias outras aplicações nas Artes e na Medicina. A origem desta espécie é muito controvertida, posto haja agora tendência para reconhecê-la indígena do sul da Ásia; o indigenato vem sendo atribuído, conforme a época e os viajantes, à Austrália, à América tropical, à Angola e até à República Dominicana (pelo simples fato de ter sido coletado ali o exemplar-tipo); a verdade é que se trata de uma planta vulgaríssima em todas as regiões quentes dos dois hemisférios. No meio-dia da Europa é apenas e francamente subespontânea, como ocorre sempre que se faz durante longos anos uma determinação para uma espécie de cultura. No Brasil acha-se dispersa desde Pernambuco e Minas Gerais, até o Rio Grande do Sul e Mato Grosso, talvez muito mais freqüente nos dois últimos; em todos, porém, é cultivada, porventura mais intensamente em São Paulo, onde o próprio Governo, durante largo tempo, distribuiu gratuitamente muitos milhares de mudas. Desde quase um século que foi reconhecida a extrema afinidade da Acácia Farnesiana e Mimosa cavenia, até mesmo admitida a fusão das duas, para constituírem, como afinal parecem constituir^ uma só espécie botânica, sendo hoje bem conhecidas todas as formas intermediárias entre uma e outra, nada mais faltando que o encontro, no estado silvestre e no extremo sul do nosso continente (Brasil austral, Argentina, Paraguai, Uruguai, Patagônia, Chile), da A. Farnesiana que, aliás, aí existe em quantidades imensas, sempre parecendo não haver sido introduzida. Esta exigência, negando o cosmopolitismo das espécies, não podem mais persistir, visto que grandes autoridades, nos mais recentes trabalhos, confirmam outros anteriores, admitindo que se trata de uma só espécie com duas formas, distintas apenas por caracteres de pouca importância; na Farnesiana, considerada como tipo, os folíolos são maiores (2 a 4mm de comprimento) e as flores “mais aromáticas”. São, sob o ponto de vista botânico, mesmo muito rigoroso, tão insignificantes as diferenças, únicas constatadas, que não justificam o ter-se mantido uma tal dúvida durante dezenas de anos. A.A. cavenia será, quando muito, uma variedade, aliás não mais comum no Rio Grande do Sul, da Farnesiana. Até ulteriores estudos, podemos manter-lhe os nomes vulgares Espinilho, Nhandubay e Nhan-duvá, relembrando que, segundo Beille, a essência desta variedade contém 40-50% de “eugenol”, 8% de éter metisalicílico, 20% de álcool benzílico e um pouco de geraniol, sendo igualmente utilizada na perfumaria. A dureza da testa das sementes dificulta muito a sua germinação, por cujo motivo são sempre imergidas em água dois ou mais dias, friccionadas até desgastar a testa de.um lado, tratadas pelo álcool ou pelo ácido sulfúrico concentrado, etc; estudos recentes demonstraram de modo formal que se obtém a uniformidade de germinação e de crescimento lançando as sementes em água a ferver e cobrindo-as com sacos, em recinto fechado, durante três a quatro dias. No Sul de Mato Grosso e no vale do Rio Paraguai chamam espi-nillaes às extensões de terreno em que predominam esta espécie e a Prosopis algarobilla Griseb. Na Bahia chamam-na coroa–de-cristo e Coronacris; no Ceará, de coronha e em Mato Grosso e no Pará, de esponja. No Rio Grande do Sul dão-lhe a denominação de espinilho. Assim nos vários países ela é denominada de maneira diferente, sendo que nos Estados Unidos é conhecida como casha e em Cuba, como aroma amarilla. Outra espécie, a Parkia ulei Kuhlmann, árvore grande, às vezes muito alta (18m ou mais), ramos quase glabros ou aveludado-pubescen-tes e angulosos ou subcilindricos na parte superior, cilíndricos ou subcilindricos na inferior; folhas pecioladas, bipinadas até 21 cm de comprimento, pecíolo comum curto-aveludado-tomen-toso, munido de glândula grande, oblonga na base, angulosa, pinas 12-20 jugas, raque pubescente ou glabra; folhas 30-60 jugas; folíolos sésseis, lineares, oblíquos na base e arredondados ou subtruncados ou obtusos no ápice, glabros; flores perfumadas, reunidas em pequenos capítulos globosos, multifloros, pedunculados, primeiramente brancos e depois amarelados, ave-ludado-pubescentes enquanto jovens e dispostos em panícula terminal ampla, divaricada e de eixo anguloso; pedúnculos solitários crassos, angulosos; o fruto é uma vagem avermelhada. Na Amazônia chamam-na também paricá.

25 de setembro de 2010

Douradinha do campo

DOURADINHA DO CAMPO (Quindernia erostacea, Bth.).
Família das Escrofulariáceas. Várias espécies existem desta planta medicinais, quase todas elas. Esta é uma planta anual, herbácea, de caule quadrangular, medindo até 10 cm de altura, difusa e ramosíssima desde a base, seus ramos semi-prosptrados ou ascendentes, filiformes, glabros ou hirtos nos ângulos; suas folhas opostas, curto-pecioladas, distanciadas, obtusas subcordiformes ou arredondadas na base até 3cm de comprimento e 2 cm de largura, crenadas, serradas, crasso-crusta-ceas nas margens e suas flores axilares, mais geralmente solitárias, azul-purpúreo, com cálice 5-denteado e profundamente dividido, com os dentes triangulares e agudos; corola bilabiada, lábio superior côncavo e lábio inferior 3-lobado, ovário 2-lo-cular; o fruto é uma cápsula oblongo-elíptica, bivalve, membra-nosa, do tamanho de uma ervilha e inclusa no cálice. Muitas sementes elíptico-angulosas, ligeiramente rugosas, amareladas.

22 de setembro de 2010

Floricultura dois amores

DOIS AMORES (Euphorbia tithymaloides, L.).
Família das Euforbiáceas. Esta planta é um arbusto pequeno, medindo até 3m de altura, muito ramificado, com ramos suculentos, quase fistulosos, folhas poucas, curto-pecioladas, alternas, ovais, oblongas, obtusas ou recurvadas no ápice, agudas coriáccas, onduladas nas margens e com a nervura central saliente na página inferior, glabras. É medicinal. O extrato’ da raiz, conhecido nas Antilhas Espanholas como ipecacuana e na França como ipeca de Saint-Domingue, é vomitivo, assim como o látex, sendo que este é acre é muito cáustico, enérgico, útil contra as úlce-ras de mau caráter, servindo também para extirpar as verrugas e os calos, ligar carnes dilaceradas e estancas hemorragias. A decocção de toda a planta é eficiente contra a amenorréia. Espécie xerófila, muito melífera e que, segundo Ridola, deve ser considerada como uma “descendente de Euphorbia de evolução póstuma com flores zigomorfas, modificada especialmente em vista de sua adaptação ornitófila”. É planta ornamental, muitíssimo cultivada nos jardins e também usada para cercas vivas. Conhecida também pelos nomes de picão, sapatinho-de-judeu, dois-irmãos, etc. Suas flores são vermelhas, pequenas, medindo 15mm as masculinas, numerosas e dispostas na circunferência e uma só feminina no centro, inclusas num grande invólucro, bilobado, vermelho até purpúreo e com a forma de sapato, reunidas em cimeiras terminais densas; seu fruto é uma cápsula mais larga que comprida (até 7mm de comprimento e 9mm de largura, trancada na base e no ápice. Suas sementes são ovóide-agudas, pedúnculos l-floros curtos. O Estado que mais cultiva essa planta é o Amazonas.

18 de setembro de 2010

Doce amargo

DOCE AMARGA (Salanum dulcamara, L.).
Família das Solanáceas. Sub-arbusto trepador, raízes fibrosas e caule elevandose até 4m (geralmente metade), apoiando-se sobre as plantas vizinhas; casca cinzenta, caules cilíndricos, frágeis e ramosos; ramos alongados e finos, flexuosos, flexíveis, verdes e pubescentes; folhas alternas, pecioladas, as inferiores inteiras, oval-acuminadas e mais ou menos cordiformes na base; as superiores quase sempre 3-lobadas, às vezes 4-5 lobadas, sendo os lobos profundamente separados e o terminal maior, verde-es-curos, glabros ou finamente pubescentes nas duas páginas, excepcionalmente tomentosos; flores roxas ou azuis, raramente brancas, com mácula esverdeada na fauce, dispostas em racimos corimbiformes, longo-pedunculados, extra-axilares, laterais ou terminais; o fruto é uma baga ovóide, pequena, pêndula, vermelha quando madura, circulada na base pelo cálice persistente e contendo sementes reniformes. Essa planta contém, principalmente, no caule e na base dos pecíolos, o alcalóide “sola-nina”, estupefaciente enérgico, o qual causa violentas convulsoes e paralisa os membros inferiores, sem entretanto dilatar as pupilas; contém ainda o glicosido “dulcamarina”, primeiramente amargo e depois doce, que o ácido sulfúrico desdobra em açúcar, e “dulcamaretina”; o extrato amargo-doce “picroglycion”, mistura de “solanina” e de açúcar, e, finalmente, resina contendo ácido benzóico, cera verde, glúten, extrato gomoso e diversos sais. Os efeitos da sua ingestão em alta dose, que aliás não são constantes, apresentam a seguinte marcha: “Sequidão da faringe, vômitos, ansiedade, picadas na pele, sobretudo nos órgãos geniturinários, evacuações alvinas, transpiração e diurese abundantes, cãimbras, movimentos convulsivos das pálpebras, dos lábios e das mãos, vertigens e insônia”, (Heraud), sendo que não se conhece caso algum fatal. Desde época remotíssima que se vinham atribuindo a esta espécie inúmeras virtudes medicinais que, afinal, acham-se reduzidas a um excelente depurado, recomendado no catarro pulmonar crônico, nos acidentes sifilíticos, nas dores gotosas e reumatismais e em certas afecções cutâneas, tais como herpes e eczemas.

5 de setembro de 2010

Flor damiana

Uma outra espécie, a Turnera opifera, M. é arbusto pequeno, até lm de altura, folhas pecioladas, oblon-gas, até 6cm de comprimento e 25mm de largura, crenadas, pubescentes, flores fasciculadas, amarelas, dispostas em penículas terminais, ovário de 40-50 óvulos; o fruto é uma cápsula. Atribuem-se-lhe as mesmas propriedades medicinais reconhecidas à espécie anterior, principalmente a ação tônica especial e imediata sobre os órgãos gênito-urinários; antigamente o seu maior emprego consistia em combate as dispepsias e os embaraços do ventre. É encontrada em grande escala em Minas Gerais e em São Paulo.

4 de setembro de 2010

Planta damiana

DAMIANA (Turnera difusa Willd.).
das Turneráceas. Arbusto pubescente e muito ramoso, até 2 m de altura (em geral menos da metade); ramos delicados e difusos; folhas pecioladas, mais ou menos oval-rômbeas, espatuladas ou oblon-goceoladas, obtusas ou agudas, quase sempre cuneadas na base, de 1-2 cm de comprimento, crenado-serradas ou duplo-dentea-das, revolutas nas margens, profundamente imerso-nervadas e pubescentes ou glabras na página superior e tomentoso-pubes-centes ou apenas pilosas, na página inferior; pedúnculos muito curtos; pétalas espatuladas, estames curtíssimos; o fruto é uma cápsula subglobosa de 4-5mm (ou muito menos?). Aromática e de sabor agradável, encerra óleo essencial amargo e adstringente, como o sabor da cânfora, ao qual se atribuem numerosas virtudes medicinais: tônicas, estimulantes, afrodisíacas, anti–diarréicas, diuréticas, espectorantes, laxativas, úteis contra todas as afecções dos rins, da bexiga e da medula espinal, doenças sifilíticas, úlceras do estômago e dos intestinos, dispepsia, paralisia, leucorréia, diabetes, malária, etc, a planta toda serve no México para aromatizar licores e para substituir o chá-da–índia; nos Estados Unidos acha-se incluída na farmacopéia oficial e vende-se em extrato fluido de “Turnerae afrodisiacae”; já teve grande época na Europa, sobretudo como tônico nervoso na amaurose, tônico do sistema gênito-urinário e tônico geral na neurastenia e na impotência; muito conveniente nas convalescenças demoradas deu também excelente resultado no combate à albuminúria nefrítica, albuminúria cardíaca e albumi-núria consecutiva às escarlatinas. É encontrada desde o Amazonas até São Paulo.

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1 de setembro de 2010

Clusia rosea

Essa planta enquanto nova é um cipó cujas raízes adventícias descem para o solo e nele se entranham ao mesmo tempo que emitem outras laterais, todas se entrelaçando, envolvendo e apertando a planta que as hospeda, até causar-lhe a morte por interrupção da circulação da seiva. Suas folhas são opostas, curto-pecioladas, arredondado-obovadas, largo-arredondadas na base, de 7 a 15cm de comprimento e quase de idêntica largura, inteiras, muito grossas, coriáceas, rígidas, peninervadas e com muitas nervuras laterais paralelas; suas flores são polígamas, curto–pedunculadas, solitárias ou geminadas, de 6 pétalas de 3 a 4cm, brancas ou róseas com muitos folíolos imbricados, os mais centrais maiores, membranosos e coloridos, as flores femininas com ovario globuloso, dispostas em cimeiras axilares. Seu fruto é uma cápsula esférica, quase branca de 5 a 8cm de diâmetro contendo muitas sementes com arilo, deiscente na maturação. Natural da Guiana. Muito conhecida principalmente no continente americano.

27 de agosto de 2010

Cumacaá

CUMACAÁ (Elcomarhiza amilacea, Barb. Rodr.)
Família das Asclepiadáceas. Trepadeira lactescente de caule lenhoso, verde enquanto nova, com o tempo torna-se fulvo e com glândulas esparsas; suas folhas são pecioladas, oblongas ou lan-ceoladas, agudas, carnosas, opostas, até 14cm de comprimento, sendo maiores as inferiores, inflorescência axilar, pcdúnculos duas vezes mais compridos do que os pecíolos, flores brancas ou também cor de carne, às vezes lavadas de violáceo, sem cheiro algum, reunidas em duas umbelas dispostas em cimeiras escorpóides, seus frutos de folículos pequenos. Esta belíssima e elegante planta fornece raiz cilíndrico-tuberosa conhecida pelo nome de “batatão” e que guarda o princípio ativo elcomarhysa, com ação destruidora sobre os tecidos recém-formados, produz uma farinha finíssima, antigamente muitíssimo utilizada no tratamento de feridas e úlceras, tendo sido base de inúmeros produtos farmacêuticos que tiveram grande aceitação no passado. É, portanto, planta medicinal. Dentre os produtos feitos com o Cumacaá existe um eficiente contra a hipertrofia da conjuntiva ocular.

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