22 de abril de 2013

Dieta para quem tem HIV

Por que o aidético emagrece e o que ele pode fazer para adquirir peso.

A Aids é definida como uma doença caracterizada por uma infecção pelo vírus da imunode-ficiência humana (HIV). Pode ocorrer o aparecimento simultâneo de várias outras infecções ditas oportunistas, bem como síndromes e outras malignidades. A contagem dos linfó-citos T-CD4 no sangue (um tipo de glóbulo branco) torna-se menor do que 200 células/ul no indivíduo portador desse vírus.

Desnutrição.
O estado nutricional dos indivíduos portadores é influenciado em todas as fases da Aids. Os estágios da doença estão associados à perda de peso, manifestações iniciais de desnutrição protéico calórica e deficiências de alguns minerais e vitaminas. Nos estágios finais, o estado nutricional é agravado por sintomas, tais como má absorção e diarréia, lesões orais e eso-fágicas, dores, anorexia (falta de apetite), náuseas, vômito e infecção.
A má nutrição severa que acompanha a infecção pelo HIV é a maior causa de morbidade e mortalidade em pacientes com essa síndrome. A perda de peso é uma ocorrência comum entre os pacientes aidéticos e é freqüentemente severa e progressiva. Os trabalhos mostram que os pacientes infectados perdem em média 15% do peso em relação ao peso usual. Outros estudos têm documentado perdas de peso dessa magnitude, e a relação entre perda de peso e morte tem sido demonstrada.
Os pacientes que perdem mais que 20% de seu peso corpóreo, têm diminuído em média o seu tempo de vida. Portanto, o ganho em peso através de uma suplementação alimentar correta e adequada significa aumento de vida.
Dois fatores importantes devem ser considerados para o controle da doença: (1) o estado nutricional do indivíduo e (2) a capacidade de consumir, tolerar e seguir à risca a orientação nutricional adequada.
Os indivíduos desnutridos infectados pelo HIV desenvolvem sintomas da Aids mais rapidamente do que indivíduos infectados, porém, bem nutridos. Isso ocorre em virtude dos efeitos prejudiciais, da desnutrição juntamente com o HIV sobre o sistema imunológico.
Assim, a identificação da deficiência nutricional e a intervenção adequada são necessárias em todos os estágios da infecção, devendo iniciar-se logo após o diagnóstico.

Perda de apetite.
A perda de apetite (anorexia) é uma ocorrência extremamente comum em quem tem Aids. Ela pode ocorrer como uma conseqüência direta de manifestação de Aids ou pode resultar de febre, infecção, sintomas gastrointestinais, efeitos colaterais de medicamentos ou ocorrências emocionais.
Os fatores psicológicos como a ansiedade e a depressão também podem contribuir para a anorexia.
A anorexia e a ingestão diminuída podem ser fontes básicas que levam à desnutrição em indivíduos HIV positivo.
A diarréia é, freqüentemente, o sintoma gastrointestinal observado em indivíduos com Aids, ocorrendo entre 50 a 90% deste grupo. No entanto, pode ocorrer diarréia inexplicada em pacientes infectados pelo HIV, porém, sem a Aids. Os indivíduos com diarréia apresentam maior perda de peso corporal e menor massa corpórea magra, necessitando de um maior consumo de nutrientes específicos e de energia.
A má absorção de nutrientes é outra ocorrência comum nos pacientes com Aids e, em muitos casos, envolve gordura ou vitamina Bi2. A vitamina B]2 é essencial para o funcionamento de todas as células, especialmente para as do trato gastrointestinal, medula óssea, tecido nervoso e para o crescimento. Ela está envolvida no metabolismo de proteínas, de gordura e de carboidrato e associada à absorção e ao metabolismo do ácido fólico. A vitamina Bi2 está presente somente nos alimentos protéicos de origem animal. O leite fresco, os ovos, os peixes, os queijos e as carnes musculares são boas fontes. O leite pasteurizado perde 40 a 90% dessa vitamina.

Filed under: Plantas medicinais — admin @ 19:38 Tags:, ,

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