
Processo curativo:
Quando se trata de um catarro simples, como o descrito a princípio, é suficiente observar os cuidados lógicos de não se resfriar e não se descobrir à noite, para conservar o mais possível a temperatura do corpo, provocando a sudoração por meio de uma infusão de malvas ao recolher-se, ou tomando um copo de leite, o mais quente possível. Na maioria dos casos isto é suficiente para evitar que o catarro perdure durante vários dias.
Quando, entretanto, a bronquite se agrava, o doente terá que tomar muito cuidado, ficando de cama, sobretudo quando estiver com febre.
Nestes casos, deve-se cuidar em primeiro lugar de restabelecer o estado do estômago e dos intestinos, para depois tratar a doença principal; portanto, em caso de prisão de ventre, deve-se ministrar ao paciente o purgante que habitualmente se toma nestas circunstâncias, como meio copo de água de Rubinat ou de Loeches, citrato de magnésia, etc, e, conseguido o efeito desejado, deve-se logo cuidar da bronquite.
Um dos métodos mais recomendáveis é o chamado looc, de preparo muito fácil, qualquer que seja o doente que necessite ingeri-lo.
O looc é uma espécie de leite artificial espesso, feito com amêndoas doces, açúcar e goma, da seguinte maneira:
As amêndoas são colocadas em água fervente durante alguns minutos, para facilitar a remoção da película. Mede-se açúcar proporcionalmente à quantidade de amêndoas. As amêndoas são trituradas fortemente junto com o açúcar, até conseguir uma pasta. Durante o processo, acrescenta-se aos poucos água, na qual se dissolverá goma arábica na proporção de 10 gramas (uma colher de sopa) por 100 gramas de água. Quando a mistura estiver bastante líquida, separa-se por decantação o leite formado e colocam-se as amêndoas num pilão, no qual se continuará colocando água e triturando, separando o leite obtido. Assim se consegue um looc, que se apresentará mais ou menos espesso, dependendo da água utilizada.
Pode-se também acrescentar água de flores de laranjeira.
Este looc pode ser tomado freqüentemente, de colhera-das, na quantidade desejada; seu sabor é agradável ao pala-dar.
Ao mesmo tempo se utilizarão infusões quentes de violetas, malvas, ou qualquer outra planta para estimular a sudoração. O doente deve falar o menos possível e permanecer de cama, tranqüilo, o maior tempo que puder.
É também aconselhável um pedilúvio sinapizado, que se prepara da seguinte maneira:
Como num banho comum, começa-se por introduzir os pés em água bastante quente, à qual se acrescentam um ou dois punhados de pimenta em pó e se cobrem as pernas e o recipiente com a água com uma manta, para que o ardido da pimenta não incomode à vista. Quando os pés estão bem avermelhados, pode-se retirá-los da água.
Pode-se também produzir o mesmo efeito encharcando com líquido apimentado uma toalha de mesa ou de banho, com a qual se enrolam as pernas até os joelhos. Se uma vez não for o suficiente, pode-ser repetir a operação tantas vezes quantas forem necessárias.
É fácil compreender que os efeitos da revulsão serão maiores quando esta abrange toda a perna e não apenas o pé.
Nas crianças, untam-se a parte dianteira do pescoço, o peito e as costas com gordura de vaca ou de carneiro. E um método que vem produzindo ótimos resultados.