8 de abril de 2011

O serpão

SERPÃO (Thymus sepyllum, L.).
O serpão ou serpilho pertence à família das Labiadas, que cresce à beira dos caminhos e dos bosques. É uma planta aromática pequena, que não ultrapassa 20cm de altura. Faz-se notada no verão pelas folhas pequenas cor de granada e suas flores rosas ou púrpuras, de odor aromático. A planta encerra timol, carvacrol, sendo por isso antispasmódica, cicatrizante e vulnerária. Uma infusão de serpilho na dose de 10 por 1.000 conjura a constipação das crianças de colo. É também remédio eficaz nos distúrbios do sistema nervoso simpático, superior à balota porque não possui desta o sabor desagradável. Pode ser empregada na coqueluche e em banhos para crianças fracas ou contra as dores reumáticas. Mistura-se à água do banho dissolvida em álcool ou incorporada ao subcarbonato de sódio, usando-se a seguinte fórmula: essência de timo, tomilho ou erva-urso, 2g; essência de orégão, 0,50g; essência de alecrim, lg; essência de alfazema, lg; subcarbonato de sódio, 350g, sendo essa a dose para um banho.

7 de abril de 2011

Sempre-noiva

SEMPRE-NOIVA (Polygonum aviculare, L.).
A sem-pre-noiva é uma planta da família das Poligonáceas. É chamada também de sempre-noiva-dos-pássaros ou “encalhada”, e ainda erva-de-cem-nós. Cresce em abundância nos campos. É recomendada no tratamento da diabete, da albumonúria, das diarréias e dos catarros sangüíneos. É um adstringente de primeira ordem. Pode ser indicada para as hemorragias de qualquer natureza, em decocção das folhas e da raiz, na proporção de 25 a 30g por litro de água. Diz-se que a planta verde, mace-rada e posta sobre as feridas, causa a sua cicatrização rápida.

5 de abril de 2011

Sapotizeiro

SAPOTIZEIRO (Achras sapota, L.).
Família das Sapo-táceas. Árvore copada, de grande desenvolvimento, com folhas verde-escuras. O fruto é um dos mais deliciosos do mundo. “De duas formas se apresentam os sapotis: esféricos ou oblongos, de casca parda, tendo uma polpa suculenta, perfumada, comí-vel. Sementes pretas, luzidias, ‘diuréticas’, mas, segundo Le Cointe, tóxicas, em doses elevadas. F.C. Hoehne, porém, diz que as cascas do sapotizeiro, as sementes do sapoti, são amar-go-adstringentes e na medicação caseira empregadas para vários fins. Assim são apontadas como antifebris, diuréticas e vulne-rárias. Não faz referência à possibilidade de serem tóxicas. A polpa do fruto é inofensiva.” (Eurico Teixeira da Fonseca.) O leite do sapotizeiro é rico em gutapercha. Esta árvore prefere os terrenos semi-úmidos, abundantes em terra vegetal. É geralmente cultivada no Brasil, desde o Pará até o Rio de Janeiro, além de ser comum em todos os países da América, situados na zona intertropical. (Informação do Visconde de Beaurepaire–Rohan.) Para alguns fruticultores existem duas variedades de sapoti: o de polpa clara e o esverdeado. Quanto à cultura, informa Eurico Santos: “O sapotizeiro multiplica-se de semente, que se põe na terra fofa dos viveiros, ou em caixotes, meio enterrados uns três centímetros, em posição horizontal, quer dizer, no sentido longitudinal da semente. A reprodução por semente exige 10 a 14 anos para a árvore produzir aqui no Rio e, talvez, menos no norte. O preferível é praticar a enxertia de encosto, em pés francos, de 4 a 5 anos, ou sobre outra sapo-tácea como a Mimosops Kruki, por exemplo, que segundo Har-less, diretor do Jardim Botânico de Saharanpur, índia, é ótimo ‘cavalo’ para o sapotizeiro, tornando mais precoce a frutificação e dando à árvore menor porte. Pode-se também reproduzi-la por alparque, estaca e mergulho. Distância entre as árvores: 10 metros.”

Filed under: Sem categoria — admin @ 23:59 Tags:,

3 de abril de 2011

Planta saponaria

SAPONÁRIA OU SABOEIRA (Saponaria officinalis, L.).
A saponaria é uma planta selvagem muito comum. Pertence à família das Cariofiláceas, e cresce em terrenos arenosos. É conhecida também sob o nome de saboeira-lcgítlma. Suas flores são cor-de-rosa, e as folhas pontudas e verdes. É planta vivaz. Suas hastes atingem 0,60m de altura, as raízes são ram-pantes, alongadas, de cor amarelada. Todas as partes da saponaria são úteis em Medicina. Contém uma resina, um glicosido, a saponina, da qual apenas um milésimo é suficiente para tornar a água sapindácea; seu emprego em Medicina remonta ao tempos dos médicos árabes, que a prescreviam para combater a lepra, as úlceras malignas e os dartros. É recomendada sobretudo contra o reumatismo e a gota. A melhor forma de sua aplicação é um extrato aquoso das raízes, na dose de um a dois gramas por dia, preparado segundo a receita seguinte: extrato aquoso de saponaria, lOg; xarope simples, 900g, tomando-se 5 a lOg de xarope por dia. Pode-se usar também a decoeção na base de 100 por 1000, 2 copos por dia, como depura-tivo. Deve-se evitar de deixar as folhas macerarem na água, porque seria perigoso. Emprega-se também como gargarejo com bons resultados nas anginas. A decoeção das flores da saponaria, à razão de 25 a 30g por litro, é recomendada por alguns autores contra o reumatismo. Alguns utilizam a infusão da saponaria nos casos de edemas e de icterícia. A infusão da planta (um bom punhado numa xícara de água fervente) é igualmente recomendada. Juntamente com o amor-perfeito selvagem, le me-nyanthc, la fumeterre, a seringueira, o salgueiro, a salsaparrilha e a bardana, a saponaria é utilizada como tisana depurativa. Como dentrifício vegetal, finalmente, recomenda-se a seguinte composição: tintura de folhas de saponaria, 20g; alcoolatura de cocleária, 20g; essência de menta, 3 gotas. Usam-se todas as partes da planta, ainda, para limpeza de tecidos e do cabelo, do mesmo modo que o sabão comum.

1 de abril de 2011

Silva planta

Silva planta medicinais.
A planta contém tanino na proporção de 10%. Dizem ainda que os frutos produzem uma aguardente de excelente qualidade. O xarope de suas frutas, acima referido, pode ser obtido da seguinte maneira: cozinhar o suco das amoras até à consistência xaroposa, de mistura com açúcar em tabletes na proporção do dobro do seu peso. Três ou quatro colheradas desse xarope, por dia, constituem remédio eficaz contra a disenteria. É útil que se assinale também que para diveros autores é aconselhável o emprego de uma mistura de várias plantas no tratamento da diabete, segundo a seguinte receita: freixo, rainha dos prados, parietária e valeriana. Usa-se em partes iguais à razão de duas colheradas de sopa por litro de água. Beber à vontade, fria ou quente. Nos Anais das Plantas Medicinais da “Cruz Verde”, de Toulouse, recomenda-se a seguinte receita: Eucalipto, 20g; boldo, lOg; folhas de arando, 30g; valeriana, 15g; folhas de nogueira, 25g; casca de salgueiro, 20g. Cortar tudo em pedaços pequenos e misturar. Tomar pela manhã, em jejum, e 15 minutos antes das principais refeições do dia, uma xícara da decoeção desta mistura (uma colherinha de café cada xícara). A decoeção deve ser deixada ao fogo durante dez minutos. A cura pode ser conseguida com tal tratamento feito durante 20 dias por mês. Deve ficar bem entendido, entretanto que, para os diabéticos, segundo voz geral, deverá ser seguido, ao mesmo tempo, um estrito regime alimentar em que estão excluídas expressamente as frituras, as sopas de pão, as farinhas de cerais, o pão, as pastas alimentícias; nada de beterraba, de aipo, de alcachofra, de cenoura, de castanha e couve. Vedados também são os legumes farinhosos, a framboesa, as tâmaras, as bananas, bem como a ameixa, o marmelo, as castanhas, o melão e as passas, os figos secos, o damasco, o ananás. Nada de trufas nem pastéis, nem licores, nem cerveja ou champanha, cidra, xaropes ou vinhos açucarados, nem limonadas.

Filed under: Silva planta — admin @ 23:53 Tags:,