28 de abril de 2011

Planta umbauba

UMBAÚBA (Cecropia palmata, Willd.).
Família das Moráceas. A umbaúba é uma árvore delgada, com frutos em cachos, de sabor adocicado. “As flores se apresentam deste modo: no pequeno pedúnculo do tronco superior, juntamente pendentes, à maneira de salchicha, uns corpos cilíndricos, ocos e formados como fios de algodão, moles, exteriormente, porém, dotados de uns bagos de cor escura como as flores de nosso trigo.. .” (Marcgrave.) A umbaúba é também chamada árvo-re-da-preguiça. Tem folhas medicinais, que se empregam nas bronquites, leucorréia, blenorragias, coqueluches e moléstias do coração.

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26 de abril de 2011

Spirea ulmaria

ULMARIA (Spirea ulmaria, L.).
Também chamada ulmeira, ulmária-de-flor-dobrada e barba-de-bode, a ulmária é planta pertencente à família das Rosáceas, que costuma crescer nos terrenos úmidos, nos prados à margem dos riachos e charcos. Atinge um metro e, às vezes, até maior altura. Suas flores são brancas, um pouco creme, suas folhas são compostas, penadas, denteadas, esbranquiçadas na parte inferior. Esta planta possui um porte majestoso, tanto que é também conhecida pelo nome de rainha-dos-prados, não se confundindo com a conhecida barba-de-bode de nossos campos, embora com o mesmo nome. As suas flores foram objeto de numerosas análises que revelaram possuir a planta, além de salicilato de metila, que tem grande emprego em Medicina como analgésico, uma essência, tanino, espireína e derivados flavônicos. Desde há muito tempo é empregada como diurético e anti-reumático. O Dr. Decaux, na Revista de Fitoterapia, informa que, desde a Renascença, a planta é usada contra a disenteria e cozinhada em vinho tem efeitos contra a febre quarta. Em 1935, o Dr. Benoit apresentou uma tese notável sobre a ulmária na qual demonstrou que, sob a influência da tisana dessa planta, alguns de seus pacientes foram curados, com aumento das urinas e com melhora dos sintomas clínicos. Houve redução da taxa de uréia. Casos de reumatismo foram igualmente curados. Prescreveu esse médico brotos floridos da ulmária, em forma de xarope, na proporção de 250g em 2 litros de água fervente. Quando a temperatura da água descer a menos de 90*?, despejá-la sobre a planta, coar num pano, espremendo bem. Dissolver na alcoolatura uma porção de açúcar equivalente ao dobro do seu peso. Tomar 100 a 200g por dia. Obtém ainda maior eficácia com o emprego da seguinte infusão: brotos floridos de ulmária, 25g; folhas de freixo, 25g; folhas de cássia, 50g. A ulmária pode prestar bons serviços, mas não convém aumentar as doses, porque isso poderá causar graves inconvenientes (perturbações cardíacas e hema-túrias (sangue na urina), as quais podem ser mortais. Empre-gando-se as doses indicadas obtêm-se para os pacientes os benefícios da planta, que é tão rica de salicilato de metila, sem os riscos apontados. Nos casos de hidropisia Fleury de la Roche aconselha o uso do vinho de ulmária assim preparado: 500g de flor de ulmária reduzida a pó; 2 litros de bom vinho branco. Tomar pela manhã em jejum na medida de 200g de cada vez. Uma infusão da planta tomada após as refeições é útil nos casos de arteriosclerose. Certos autores assinalam que a fricção com folhas verdes de ulmária é sedativa. Na furunculose a infusão é igualmente recomendada.

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24 de abril de 2011

Tussilagem

TUSSILAGEM (Tussilago farfara, L.).
Família das Compostas. A tussilagem é uma pequena planta que medra nos campos úmidos. Dá flores amarelas que aparecem primeiro que as folhas. Estas se assemelham na forma à pata-do-asno. Daí derivando o seu nome popular de “pata-de-asno”. Esta planta, ao lado de muitas outras, gozou na antigüidade de grande celebridade, mas atualmente não se empregam senão as suas flores como tisana peitoral, na denominada tisana de quatro flores. A infusão de suas flores, entretanto, pode ser útil para acalmar a tosse e facilitar a expectoração. O extrato fluido, com xarope, tomado de 2 a 4 colheradas por dia, produz bons resultados. É a seguinte a fórmula para preparar o medicamento: extrato fluido de tussilagem, 5g; xarope de capilária, 400g. Tem efeito expectorante e tônico ao mesmo tempo, segundo informa o Dr. Leclerc, que com ele obteve resultados salutares na convalescença da gripe.

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22 de abril de 2011

Planta tormentilha

TORMENTILHA (Potentilla erecta, L.).
A tormentilha, também chamada potentilha e sete-em-rama é uma pequena planta francesa, da família das Rosáceas, e dá flores amarelas. Suas folhas são compostas, denteadas, de cor verde esbranqui-çada na parte inferior. Não ultrapassa 0,40m de altura e é de conformação esguia e delicada. Tem propriedades adstringentes, sendo recomendada a sua aplicação em compressas nos casos de queimaduras (compressas embebidas na decocção da tormentilha). É muito eficaz, também, na insolação. Devido ao tanino e ao óleo essencial que contém, a planta é indicada para o tratamento da tuberculose e das diarréias crônicas. É empregada em mistura com o vinho do Porto (70g de raízes trituradas num litro de vinho). Deixar repousar durante oito dias e tomar à razão de uma a três taças de champanha por dia. Pode-se usar também em forma de extrato suave ou em saquinhos, sendo a decocção à razão de 100 por 1.000, algumas vezes usada externamente nos casos de leucorréia. Todos os autores concordam em que as diversas espécies existentes de tormentilhas possuem propriedades quase idênticas às da potentilha tormentilha.

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20 de abril de 2011

Tingui planta

TINGUI (Jacquinia armillaris).
Família das Teofrastáceas. É também chamada barbasco. Essa planta contém um veneno que serve para pegar e atordoar os peixes. O arbusto lupunus cascavella, da família das Leguminosas, também possui o nome de tingui. “É um pequeno arbusto indígena, todo coberto de pêlos, que tem este nome em Pernambuco, onde também lhe chamam xique-xique. Tem o caule roliço, um pouco esgalhado. As folhas são compostas, imparipenadas, de três, na extremidade dos pecíolos. A cor de toda a planta é verde-alourada. As flores são em cachos espigados, amarelas, parecendo borboleta. Os frutos são vagens roliças, pequenas, de 3cm, coriá-ceas, da cor da planta, contendo sementes como grãos de feijão. O cozimento desta planta é aplicado como remédio para curar sarnas.” (Almeida Pinto.)

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Arquivado em: Plantas medicinais, Tingui — admin @ 6:57 Tags:,

18 de abril de 2011

Planta timo

TIMO (Thymus vulgaris, L.).
O timo é um pequenino arbusto cultivado nos jardins domésticos e serve de condimento para temperar certas iguarias. Suas folhas são pequenas e as flores malva ou violeta se assemelham às do serpilho, o qual, de resto, também é uma espécie de timo. O odor da planta indica de imediato a presença do timol, o que se confirma pela análise química. Do mesmo modo que o serpilho, o timo também encerra carvacrol. É planta recomendada como anti-helmín-tica e se utiliza no tratamento contra os oxiúros, sendo igualmente antispasmódica. Emprega-se também como revulsivo, no bálsamo de Oppodeldoch, mas em quantidade mínima: sabão de origem animal, raspado e seco, 19g; cânfora pulverizada, 15g; amoníaco ordinário, 6g; essência de alecrim, 4g; essência de timo, lg; álcool a 90?, 155g.

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Arquivado em: Plantas medicinais, Timo — admin @ 20:16 Tags:,

16 de abril de 2011

Tilia arvore

A tisana não é desagradável ao pala-dar. Pode ser tomada quente ou fria, a qualquer momento do dia. A dose varia segundo o estado do doente, desde meio litro diário até um cálice, tomado pela manhã, durante todo o tratamento. Como antispasmódico empregam-se sobretudo as flores da tília comum, as quais devem ser colhidas com as respectivas brácteas antes que os estames estejam completamente desabrochados. Deixa-se secar à sombra e com elas se preparam tisanas calmantes e de agradável sabor, que são dotadas de propriedades antispasmódicas, calmantes e diuréticas, podendo ser tomadas diariamente nos casos de enxaquecas e vertigens. A tília é utilizada também em banhos, sob a forma de infusão, sendo muito recomendado para as pessoas nervosas. A segunda casca, macerada em água, é utilizada em algumas regiões para a fabricação de sacos embalagem e tecidos grosseiros, mas de uma solidez a toda prova, servindo também para a confecção de cordas e barbantes.

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14 de abril de 2011

Tilia propriedades

TILIA (Tilia cordata, MUI.).
Árvore da família das Tiliáceas, aproveitada também como planta de sombra e de ornamento. A infusão denominada chá de tília, feita com as flores da planta, é conhecida e usada de longa data. É uma árvore de grande porte que nasce em estado selvagem, mas é utüizada muito nos parques e jardins. Emprega-se em medicina a sua casca, em grande quantidade, devido à sua comprovada ação benéfica no tratamento do reumatismo e do artritismo, sendo por isso vendida no mundo inteiro. Segundo relata um herbanário de Paris, o emprego dessa planta remonta aos idos de 1916, quando ela foi descoberta nos Pirineus Orientais. O seu descobridor foi um mestre-escola que, atacado do mal de areia na urina, procurava curar-se mediante o uso de uma tília selvagem que medra a uma altitude de 800 a 900 metros. A colheita dessa planta é feita duas vezes por ano, quando a seiva se eleva em seus caules. A árvore é sacrificada e dela se retira a casca, pondo-a a secar. O professor Donenach, assim se chamava o seu descobridor, tendo-se curado com o uso da planta, tratou de ensinar a todos que sofriam do mesmo mal a eficácia do remédio, que batizou com o nome de gravelina (do francês gravelle — areia na urina), o qual, entretanto, se revelou útil em outras moléstias dos rins, da bexiga e na gota, bem como no reumatismo. Uma comunicação a respeito da desoberta foi feita à Academia de Ciências da França, e daí o emprego do produto se difundiu rapidamente, podendo agora ser encontrado em todos os herbanários e farmácias. O medicamento dissolve o ácido úrico, drena as vias biliares e parece ser muito ativo no abrandamento das dores ciáticas, no lum-bago e em todas as afecções de origem reumática. É igualmente eficaz no tratamento da uréia, diabete e dissolve os cálculos da vesícula biliar. Usa-se sob a forma de decocção que se obtém deixando-se reduzir a três quartos um litro de água a que se juntou 35 a 40g de tília.

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12 de abril de 2011

Tamarindus indica

TAMARINDEIRO.
(Tamarindus indica, L.). Família das Leguminosas. Árvore ou arbusto, originário da África, com flores grandes em espigas amareladas. O fruto é uma vagem comprida, com cerca de 12cm, contendo no centro da polpa três ou quatro sementes vermelhas. A polpa é empregada em Medicina como laxativo. “A polpa se desfaz na boca; dissolvida em água e com açúcar é um sublime refresco e medicinal. Além de agradável tem efeitos terapêuticos, tais como nas febres biliosas, nas congestões hemorroidárias e nas diarréias, quando são promovidas por irritação biliosa. De acordo com Valquelin, a polpa é composta de tartarato, ácido de potássio, ácidos cítrico e málico, açúcar, goma, geléia e água. No comércio encontra-se a polpa em latas, mas desconfiar dela… Os árabes chamam andeli aos frutos e a polpa vem ao mercado com o nome de polpa de tamarindo.” (Eurico Teixeira da Fonseca.) Segundo Valquelin, eis o resultado da análise do fruto: água, 27,55; glicose, 12,50; ácido cítrico, 9,40; ácido tartárico, 1,55; ácido málico, 0,45; matéria feculenta, 4,70; parenquima, 34,55; gelatina vegetal, 6,25; bitartarato de potássio, 3,25.

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10 de abril de 2011

Tamara

TAMARA (Phoenix dactylijera, L.).
Família das Palmáceas. É o fruto da tamareira, que é cultivada na África. Tem grande valor nutritivo, sendo conhecido desde a mais remota antigüidade. Os hebreus e os gregos já a mencionavam. Os romanos também a utilizavam. É originária do Egito, do Oriente e do Norte da África. Suas flores são dióucas, isto é, masculinas e femininas em pés separados e precisam ser fecundadas artificialmente. Sob o ponto de vista medicinal, as tâmaras têm propriedades adoçantes e béquicas. Como peitoral podem ser empregadas em decocção (50g) por litro de água, ou simplesmente comidas, não sendo de nenhum modo remédio de gosto desagradável.

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