31 de janeiro de 2011

Arvore nogueira

NOGUEIRA (Juglans regia, L.).
Família das Juglan-dáceas. A nogueira é uma árvore muito conhecida. Possui folhas compostas penadas. Seus frutos são envoltos em uma casca verde, que se torna preta ou marrom-escuro quando o fruto amadurece, sendo este utilizado na coloração de soalhos. A parte comestível é constituída pela noz, que serve ainda para o fabrico de óleo muito apreciado em algumas regiões. Seu nome, segundo se diz, provém dos romanos, que comparavam a forma de sua amêndoa ao cérebro de Júpiter: Juglans — glande de Júpiter. Conta a lenda que Mitrídate, famoso rei grego, imunizou-se contra venenos mediante o uso de nozes. Durante longo tempo o valor medicinal da nogueira teve caráter de lenda. Como a noz se assemelha aos lóbulos cerebrais, os médicos de outrora viram nesta imagem uma indicação para conjecturar que as nozes deveriam curar as moléstias da cabeça; mas tais inven-cionices não resistiram à obse uação científica. Entretanto, num dos últimos artigos do Dr. Leclerc, na revista de Fitoterapia, a respeito da nogueira, ele afirma que se as esperanças dos antigos médicos eram sem fundamento, a nogueira, no entanto, encerra princípios minerais, uma essência da inosita, da juglona, da ju-glandina e do tanino, com matérias resinosas e pécticas. Este com plexo químico confere às partes verdes do fruto da nogueira inegáveis efeitos fármaco-dinâmicos. É sobretudo ao tanino que deve a eficácia que lhe é reconhecida.

Compartilhe no:
  • Orkut
  • Facebook
  • Twitter
Arquivado em: Nogueira, Plantas medicinais — admin @ 21:51 Tags:

29 de janeiro de 2011

Nenufar planta

NENUFAR (Nymphea alba, L.).
Família das Ninfeá-ceas. O nenúfar-branco é planta ornamental que enfeita, na Europa, a maior parte dos logradouros públicos onde existam tanques ou espelhos d’água. Suas folhas são ovais, mas são as flores, de muitas pétalas de barneura imaculada, que constituem, principalmente, a beleza dos jardins e passeios, nas margens dos lagos e tanques. Em Medicina empregam-se as flores secas e as raízes, que são bastante grossas, semelhantes a um braço, e muitas vezes divididas. É conhecida também sob o nome de líric–dos-lagos ou lua-da-água. A raiz encerra tanino, ácido gálico, amido, sais e ácidos vegetais. A flor tem propriedades ligeiramente narcóticas e a raiz é mucilaginosa, calmante e emoliente. Mas desde os tempos antigos se atribui ao nenúfar as virtudes de “destruidora do amor”, e mesmo Plínio a recomendava como remédio para dissipar as insônias eróticas, afirmando-se até que os eremitas egípcios utilizavam a planta a fim de poder melhor suportar os rigores do celibato. Muitos médicos modernos zombavam desta virtude, mas outros que também não acreditavam nela acabaram comprovando a eficácia do nenúfar, inclusive em viúvas moças que se sentiam atraídas a práticas de atos que a consciência lhes reprovava. .. De modo geral elas foram curadas em menos de quinze dias, ficando livres da excitação sexual. Assim, o nenúfar teve confirmada a sua ação anafrodisíaca. Outros autores recomendavam a planta no tratamento das doenças dos rins e da bexiga, e na disenteria. A tisana de nenúfar dá resultado nas insônias, no delírio e nas perturbações do espírito. Com suas flores pode-se obter uma infusão calmante e béquica. As folhas frescas aplicadas sobre as feridas ajudam a cicatrização.

Compartilhe no:
  • Orkut
  • Facebook
  • Twitter
Arquivado em: Nenufar, Plantas medicinais — admin @ 19:17 Tags:

28 de janeiro de 2011

Nastúrcio

NASTURCIO (Nasturtium officinale, R. Br.).
Família das Crucíferas. O nastúrcio é conhecido há muitos séculos. Já nas canções de protesto, em Paris, nos idos de 1545, fazia-se referência ao nastúrcio, que se recomendava “para as pessoas desgostasas, mas não doentes (malades), nada melhor que o nastúrcio feito salada (salade)”. Toda a gente, na França, conhece esta planta, que pertence à mesma família do agrião, sendo este muito mais conhecido no Brasil, mas as suas propriedades e virtudes se eqüivalem, tanto lá como aqui; Na França existem plantações sistemáticas desse vegetal que se vende, a granel, não somente para fins medicinais mas também para o fabrico de extratos secos destinados à alimentação. A planta cresce espontaneamente à beira das águas correntes. Têm folhas de um verde carregado e as suas flores, em corimbos, são de um branco muito puro. Come-se o nastúrcio sob a forma de saladas, sem falar nos produtos industriais dele derivados. Usa-se o nastúrcio feito sopa com batatas. A análise química da planta revela traços de ferro, de manganês, sendo muito rica em iodo, e contém ácido ascórbico. É um antiscorbútico eficiente. Afirma-se que faz baixar a taxa de açúcar nos diabéticos e é empregado com proveito nas dermatoses. Fleury de la Roche diz que as placas escorbúticas e escrofulosas são rapidamente cicatrizadas com a aplicação sobre as partes ulcerosas de cataplasmas teitas com as suas folhas e caules. Na revista de Fitoterapia, de 1949 o Dr. Brel afirma que o nastúrcio tem ação muito eficaz sobre o couro cabeludo. Embora não se possa contar totalmente com a loção de nastúrcio para a cura da calvície, afirma-se que a cabeleira, sem dúvida, se beneficia claramente com o seu uso, melhorando a aparência rejuvenescendo-se e tornando-se mais forte. Conta-se que Xenofonte registrou o fato de os jovens persas, quando iam à caça, se alimentarem de pão com nastúrcio, e que São Luís, de passagem por Vernon, na França, ficou muito satisfeito quando lhe ofereceram uma salada desse vegetal.

Compartilhe no:
  • Orkut
  • Facebook
  • Twitter

27 de janeiro de 2011

Mirtilo propriedades

MIRTILO (Vaccinium myrtillus, L.).
Família das Eri-cáceas. O mirtilo, também chamado arando, arandeiro, airela e uva-do-monte, é um arbusto abundante nos arredores de Paris, onde floresce nos meses de maio-junho, frutificando em julho.
0 seu fruto é que é utilizado. Todos os autores que tratam das plantas medicinais estão de acordo em reconhecer que a airela possui propriedades adstringentes incontestáveis, aliadas a virtudes antissépticas, que as fazem aplicáveis nos casos de ente-rites. O seu uso é indicado em forma de geléia, de compotas ou ainda em decocções concentradas, bem como na preparação de receitas farmacêuticas diversas. Reconhece-se na planta uma ação antidiarréica importante, sob a forma de extrato aquoso, além de possuir propriedades alimentícias. Contém igualmente um princípio antibiótico, que os antigos já reconheciam no mirtilo e que foi confirmado pelos sábios modernos. Nos casos de diarréia rebelde, Compain aconselha a seguinte receita: bagas de airela, 30g; flores de castanheiro, lOg; salicária, 30g; água,
1 litro. Deixar ferver durante dez minutos em uma vasilha de vidro ou de porcelana. Toma-se a decocção em xícaras de café cada 24 horas. A melhora é rápida e a cura se dá em 15 dias.

Compartilhe no:
  • Orkut
  • Facebook
  • Twitter
Arquivado em: Mirtilos, Plantas medicinais — admin @ 19:11 Tags:,

26 de janeiro de 2011

Beneficios do milho

O grão torrado constitui sucedâneo do café e tem efeito laxativo. Para prepará-lo, tomam-se os grãos maduros, fazendo-os torrar como o café, e moê-los a seguir como o café. Duas ou três xícaras pequenas da beberagem feita com esse pó, depois de coada, evidentemente, tomadas de manhã em jejum, com açúcar e leite, durante quatro dias consecutivos, é remédio interessante para as pessoas que sofrem de prisão de ventre e de hemorróidas. É muito conhecido o uso que se faz das brácteas (palhas da espiga) para colchões e enxergas; as suas hastes queimam bem, depois de secas, e o sabugo da espiga tem a propriedade de absorver a umidade do ar (são higros-cópicos). Do milho se faz igualmente um xarope muito suavi-zante nos casos de defluxo e rouquidão. Prepara-se da seguinte maneira: cozinhar três ou quatro porções de grãos de milho em dois litros de água, até reduzi-la à metade, mexendo com uma colher de pau. Deixar esfriar, depois amassar e passar numa peneira fina. Põe-se de novo ao fogo, brando, adicionando-se 750g de açúcar, em panela de cobre, e deixa-se engrossar até à consistência de xarope.

Compartilhe no:
  • Orkut
  • Facebook
  • Twitter

25 de janeiro de 2011

Cultivo do milho

MILHO (Zea mays, L.).
Família das Gramíneas. O milho também recebe o nome de trigo-da-turquia. Tem folhas largas e produz espigas macho e fêmea, que atingem cerca de 20cm de comprimento e até mais. Em Medicina o que se utiliza são os estigmas, ou cabelo-de-milho. Suas propriedades não eram conhecidas na antigüidade, pois somente a partir de 1879 é que há notícias sobre a sua ação terapêutica. O uso mais simples da barba-de-milho é feita em decocção, mas a experiência demonstrou que a eficácia do produto varia entre 5 e 30, segundo as características do terreno que o produz e o modo de sua cultura. Por isso, o milho também é empregado em forma de extrato, com a seguinte receita: milho, 25g (extrato), xarope de açúcar (melado), 275g. Deixa-se dissolver quente. Tomam-se de 2 a 4 colheradas de sopa por dia. Cada colher representa o equivalente a uma xícara de tisana preparada com barba-de-milho de boa qualidade. O milho contém, na sua barba ou estigma, sais de cálcio e de potassa, glúcide, estereoma e ceras que o tornam diurético e colagogo. O grão é alimentício, mas a sua farinha não é panificável. Ela não contém nicolato, reusltando daí ficarem sujeitos aos perigos da pelagra aqueles que consomem exclusivamente esse alimento. O grão contém glúcides, prótidos, reina e lípidos.

Compartilhe no:
  • Orkut
  • Facebook
  • Twitter
Arquivado em: Milho, propriedades medicinais — admin @ 19:05 Tags:,

24 de janeiro de 2011

Planta menianto

MENIANTO (Menyanthus tríjolia).
Família das Gencianáceas. O menianto é uma planta aquática. Possui virtudes emenagogas. As partes da planta empregadas são as folhas e as sumidades floridas e os rizomas. É excitante dos órgãos digestivos, um bom tônico e febrífugo. Sob a forma de poção, recomenda-se a seguinte fórmula: infusão de folhas de menianto, 150g; tintura de ruibarbo, 10g; bicarbonato de sódio, 5g; xarope de casca de laranja, 25g. Tomar uma colher de sopa do preparado cada duas horas. É medicamento eficaz contra o enjôo do mar, para o que se recomenda a dose de 10 a 15 gotas da tintura, num torrão de açúcar.

Compartilhe no:
  • Orkut
  • Facebook
  • Twitter

21 de janeiro de 2011

Plantas medicinais menta

Pode-se fazer uma pequena cataplasma com ela e aplicar na parte afetada. Nas digestões difíceis, a infusão da menta presta serviços, na medida de 10 a 20g por litro de água. Margin e Millot dizem que os banhos aromatizados com menta surtem bons efeitos nos reumáticos. Os banhos em questão podem ser preparados da seguinte maneira: 200g de salva, timo, alecrim, hissopo e menta; num saquinho de pano colocar as plantas misturadas; deixar ferver em decocção na água e despejar a decoc-ção e pôr o saquinho.no banho. Tomar esse banho na temperatura de 35″? ou mesmo 401?, se possível, a fim de provocar abundante transpiração. Em seguida ao banho, fazer enérgica fricção com as plantas, envolver-se num penteador, sem se enxugar, e repousar, deitado, durante um quarto de hora. Para a fraqueza, a anemia e as convalescenças, pode a fórmula ser modificada da seguinte maneira: usar 50g de folhas de hera, flores de sabu-gueiro, alecrim, loureiro, salva e verbena. Deixar cozinhar durante 30 minutos, adicionando-se à decocção 200g de sal marinho. As infusões de menta incitam o apetite. Certos autores recomendam-na para os casos de eólicas do fígado, sendo também aconselhada para o tratamento da falta de menstruação ou quando se torna escassa, usando-se nestes casos a seguinte receita: macerar e deixar descansando, durante oito dias, em dois litros de vinho verde, uma pitada de cada uma das seguintes plantas, em partes iguais: menta silvestre, alecrim, salva e armoi-se. Passar num pano e conservar. Tomar o vinho, em jejum, à razão de uma taça de champanha durante dez dias precedentes ao período menstrual.

Compartilhe no:
  • Orkut
  • Facebook
  • Twitter

20 de janeiro de 2011

Planta menta

MENTA (Mentha piperata, L.).
Família das Labiadas. Existem diversas espécies de menta, mas todas possuem mais ou menos as mesmas propriedades; todas são aromáticas. Salvo a menta-poejo, que se aclimata nos campos distantes dos cursos de água, a maioria das plantas dessa espécie exige bastante umidade para se desenvolver, e algumas só crescem à margem dos riachos. Suas flores são de cor malva ou violeta, pequenas e mais ou menos irregulares, com dois lóbulos mal distinguíveis. Todas contêm mentol, às vezes até 50%, matérias minerais, tanino, ésteres, que é um composto orgânico derivado de um álcool, também chamado éter-sal, e mentona, que se obtém oxigenando o mentol. A planta é empregada como estomáquica, colerética, antispasmódica e vulnerária. Durante muito tempo atribuiu-se-lhe ação anafrodisíaca, mas as verificações hodiernas não confirmaram esta asserção e, pelo contrário, concluíram que as mentas têm antes um efeito excitante. Exceto a respeito deste ponto, a maioria dos autores concordam. Todos a recomendam, particularmente a hortelã-pimenta, que possui efeitos tônicos, excitantes, sendo o seu emprego útil contra a atonia do tubo digestivo. O mentol tem ação antisséptica e pode tmabém combater a intoxicação de origem gastrointestinal. Recomenda-se a administração da menta numa infusão na medida de 2 ou 3% preparada com a planta fresca, o que constitui bebida muito leve. O alcoolato (15 a 20 gotas numa xícara de água) resulta igualmente numa bebida muito fresca. A essência, aplicada sobre as partes doloridas, com leve massagem, alivia a enxaqueca, a nevralgia e a dor de dente. Afirma um autor que o suco da menta, associado com o do timo (tonilho ou erva-urso) e o da manjerona, acalma a irritação das picadas de mosquitos.

Compartilhe no:
  • Orkut
  • Facebook
  • Twitter

19 de janeiro de 2011

Melissa planta medicinal

MELISSA (Melissa officinalis, L.).
Família das Labia-das. Sob o nome de melissa e de erva-cidreira é conhecida essa planta. É vegetal aromático, de cheiro muito característico que a torna facilmente reconhecível. Cresce ao longo dos caminhos. Suas folhas são de um verde-claro e suas flores são de cor branca, que quase não aparecem à vista por ficarem mais ou menos escondidas sob a folhagem. É chamada também citronela, por causa de seu odor e sabor semelhantes aos da cidra. A planta encerra tanino e um óleo essencial que contém citro e citronela, mas se forem colhidas as suas folhas após a floração elas exalam um odor a percevejo. Toda a planta é antispasmódica, cordial, sedativa, digestiva, estomáquica, anticefalálgica, vulnerária, car-minativa e estimulante. É indicada contra as digestões difíceis, as eólicas nervosas, as vertigens e os zumbidos no ouvido. Serve de base à água de melissa. Recomenda-se o seu emprego sob a forma de infusão (25 a 50g por litro de água, 3 a 4 xícaras por dia). A melhor fórmula de água de melissa, que pode ser facilmente preparada, é a seguinte: colocar numa vasilha de louça 3 litros de álcool a 30?, junto com 500g de brotos floridos de melissa, 125g de cascas de cidra, 15g de angélica. Depois de deixar macerando durante 10 dias, passar com força num de linho fino c adicionar ao líquido assim obtido 200g de coriande, 40g de nóz-moscada, 40g de canela, e 5g de cravo–da-índia. Deixa-se descansar e filtra-se o produto, restando apenas depois conservá-la em garrafas. A receita é recomendada por Fleury de la Roche.

Compartilhe no:
  • Orkut
  • Facebook
  • Twitter