
LÜPULO (Humulus lupulus, L.).
Família das Orticá-ceas. Ê uma trepadeira, cujas bagas são empregadas no fabrico da cerveja. Também lhe chamam pé-de-galo e engatadeira. Cresce sobretudo nos vaiados e sebes, mas também é cultivada e contém o princípio aromático da cerveja. Em Medicina são empregados os frutos ou cones. A planta possui virtudes tônicas, aperitivas e hipnóticas. Diz-se .também que tem propriedades antissépticas mais fortes do que o ácido saücílico e que, em razão da lupulina que contém, possui virtudes anafrodisía-cas, sendo ainda narcótica. O lúpulo é indicado também como eficaz no combate às áscaris (lombrigas), com ação tônico-car-díaca e sedativa nos casos de fraqueza do miocárdio. É ao mesmo tempo estomáquica, sendo recomendada por alguns autores a seguinte receita: tintura de cacto grandiflora, 10g; tintura de espinheiro, lOg; tintura de lúpulo, lOg. Tomar quatro gotas da mistura três vezes por dia.

Louro de apolonio:
As bagas fazem parte do bálsamo de Fiora-vanti, que tem aplicação contra o reumatismo, para fricções. As folhas são utilizadas numa infusão com a seguinte fórmula: folhas de loureiro-de-apolônio, 4g; casca de laranja-azeda, 8g; água fervente, 200g. Deixar em infusão durante 15 minutos, passar e adoçar. Para preservar os animais contra as moscas, aconselha-se colocar sobre o pêlo uma leve camada de bálsamo de Fioravanti.

LOURO-DE-APOLÔNIO (Laurus nobilis, L.).
O lou-reiro-de-apolônio ou loureiro-nobre, ou loureiro-de-molho, é uma árvore de 2 a 6m de altura, com folhas alternas e persistentes; estas folhas são freqüentemente utilizadas na culinária para aromatizar os molhos. Suas flores são esbranquiçadas e dióicas (flores masculinas e femininas em pés separados). A planta produz bagas negras, sem casca quando maduras, com um único grão cada uma, não contendo albumina. O loureiro cresce naturalmente na Ásia Menor. Em outras partes ela é cultivada. Em Medicina empregam-se as bagas e as folhas. É uma planta estimulante que presta serviços nos casos de dis-pepsias atônicas, as bagas fazem parte do bálsamo de Fiora-vanti, que tem aplicação contra o reumatismo, para fricções.

LIRIO (Lilium candidum, L.).
Família das Liliáceas. O lírio-branco é originário da Pérsia e da Síria. É cultivado em quase todos os jardins e todo o mundo o conhece. A família das Liliáceas deve o seu nome a essa flor, mas a ela também pertencem o alho, o aloés, o jacinto e a tulipa. Em Medicina é usado o bulbo bem como as pétalas grandes e brancas da flor. Os bulbos, cozidos no leite, amassados e misturados com banha de porco, constituem cataplasmas emolientes e resoluti-vas. As pétalas maceradas em aguardente e aplicadas sobre feridas superficiais favorecem a cicatrização. Embebidas de óleo de oliva, as pétalas do lírio gozam de grande eficácia contra as queimaduras ligeiras.

LIQUEN DA ISLÂNDIA:
Planta criptogâmica do grupo dos líquens, assim como o seu nome o indica, isto é, uma simbiose entre a alga e o cogumelo. Esta espécie de líquen, assim como o líquen pulmonar, tem virtude béquica, mas contém igualmente um princípio amargo que o torna antivomitivo. Encerra 70% de glúcide, um gliconato, a liquenina e um princípio amargo, a “depsidone”, que se chamava antigamente “ci-tralin”. Este é o princípio que permite ao líquen o seu emprego como antivomitivo, que se prescreve geralmente sob a forma de tintura alcoólica de líquen na dose de 50 a 60 gotas por dia. O medicamento é apresentado também como decocção, na base de 10 por 1.000, para o que deve a planta ser submetida primeiramente a uma fervura, despejando-se fora o líquido resultante que encerra o princípio amargo. Em seguida lava-se o líquen em água fria, levando-o novamente ao fogo para ferver durante meia hora. Passa-se e adoça-se o líquido produzido, com açúcar ou xarope. O medicamento assim preparado é usado contra a tosse, sendo, portanto, um béquico.

Cada flor produz uma dezena de grãos escuros, lus-trosos, de sabor adocicado. Certas espécies são cultivadas unicamente para o aproveitamento dos seus grãos, sobretudo na Índia, Argentina, URSS, Espanha, Marrocos e. Canadá. Os grãos são ricos em mucilagem e diversos óleos. O grão ainda é empregado como laxativo e em lavagens intestinais, sendo muito úteis nas diarréias e disenterias. Abranda a irritação das vias digestivas. Recomenda-se, para regularizar o funcionamento dos intestinos, tomar pela manhã, durante o tempo necessário à cura, uma colher de grãos moídos misturados num copo d’água. Usa-se o óleo também como laxante.’ A dose varia entre 15 a 20 grãos. Recomendam também como vulnerário para pensar ferimentos e feridas de qualquer natureza: constitui-se o vulnerário em uma mistura, em partes iguais, de óleo de linho e de vinho verde. Há uma referência evangélica sobre esse tratamento, quando o bom samaritano pensou os ferimentos do viajor com óleo e vinho…

LINHO (Linum usitatissinum, L.).
Família das Liná-ceas. Dentre os mais usados emolientes vegetais, coloca-se em primeira plana a farinha de linho, preparada com os grãos dessa planta. Difícil é encontrar alguém que jamais tenha usado ou aplicado cataplasmas de farinha de unho, quer no tratamento de bronquites ou pleurites, quer sobre outra parte do corpo, como emoliente nas inflamações. Para fazer a cataplasma, mistura-se numa caçarola uma ou duas colheres de farinha com um pouco d’água. Deixa-se esquentar ao fogo quase até à fer-vura. Quando a pasta estiver suficientemente grossa, espalha-se a pasta sobre um pano fino, aplicando o emplastro na parte doente e pondo em cima deste um pano espesso de lã, a fim de evitar a passagem da umidade e para conservar o calor. Os emplastros devem ser aplicados bastante quentes, mas não tanto que causem queimaduras. O linho é uma planta anual, que dá flores de cor branca ou azul, de folhas alternas, e é cultivado em muitos países, devido principalmente ao grande aproveitamento industrial de suas hastes na fabricação de tecido de muita procura.

LIMOEIRO (Citrus limonum, Risso.).
Família das Ru-táceas. É árvore ou arbusto, de folhas alternas e flores que se localizam solitárias ou aos pares, nas axilas foliáres. O limoeiro se originou no Sul da Ásia e o fruto constitui uma baga elip-sóide, às vezes ovóide, sendo muito empregado na Medicina e na alimentação. Existem diversas variedades de limão: eureca, milafranca, redondo, chinês, galego, português, siciliano, etc. O sumo do limão é rico em ácido cítrico e vitamina C, com poderosa virtude antisséptica e adstringente, e bastante eficaz contra o escorbuto. O limoeiro multiplica-se por semente, alforque e enxerto. Quanto ao limoeiro que dá frutos doces (o Citrus lumia), esclarece Eurico Santos: “O limão doce, lumia, muito apreciável, mas injustamente esquecido, raro se encontra no mercado. Fruto grande, de cor citrina, de suco branco e doce, aconselhado aos febricitantes. Cultura: mesmas exigências culturais que o limão azedo, porém multiplica-se de alforque ou enxertia. Plantado de semente dá grande porcentagem de limões azedos, razão pela qual Barbosa Rodrigues supõe-no um limão galego melhorado pela cultura. Tamaro julga-o um híbrido da laranjeira e do limoeiro. Distância entre as árvores: 4 metros. Enxerta-se em laranja da terra”. O limoeiro-do-mato (Besana-cantha apivescens) é uma árvore da família das Rubiáceas, silvestre no Brasil, de flores branco-esverdeadas e frutos comestíveis, semelhante ao limão.

LIMEIRA (Citrus limetta Risso.).
Família das Rutá-ceas. Limeira é o nome de duas variedades de árvores; a varie-tas limetta e o Citrus medica varietas limon. A primeira fornece as limas comuns, e a segunda as limas-de-bugre ou de umbigo. A limeira da Pérsia (Citrus limetta) tem fruto muito apreciado, de excelentes qualidades medicinais. Tem virtudes calmantes, diuréticas e refrescantes.

LICOPÓDIO (Lycopodium cernuum, L.).
Família das Licopodiáceas. Erva rastejante cujos esporos são aproveitados na indústria farmacêutica e nos laboratórios de Física. É mais conhecida pelo nome de pé-de-lobo.