29 de dezembro de 2010

Planta mangabeira

MANGABEIRA (Harcomia speciosa Gomes).
Família das Apocináceas. É um arbusto de caule rugoso e áspero, com ramos em círculos e folhas lanceoladas. O fruto é piriforme, vis-coso, de polpa acidulada. “… na vizinhança do mar da Bahia se dão umas árvores nas campinas de terras fracas, que se chamam mangabeiras, que são do tamanho de pessegueiros…” O fruto é amarelo, corado de vermelho, como pêssegos calvos, ao qual chamam mangabas; que são tamanhas como ameixas e outras maiores; as quais em verde são todas cheias de leite e colhem-se inchadas para amadurecerem em casa, o que fazem de um dia para outro, porque se amadurecem na árvore caem no chão. Esta fruta se come sem se deitar nada fora, como figos cujas casca é tão delgada que se lhe pela se as enxovalham, a qual cheira muito bem e tem suave sabor, é de boa digestão e faz bem ao estômago, ainda que comam muitas; cuja natureza é fria, pelo que é muito boa para os doentes de febres, por ser muito leve. Quando estas mangabas não estão bem maduras, travam na boca como as sorvas verdes em Portugal, e quando estão inchadas são boas para conserva de açúcar, que é muito medicinal e gostosa.” (Gabriel Soares.) As mangabas, quando verdes, são venenosas. O seu suco tem sido preconizado contra úlceras, herpes e tuberculose. “… fruto delicado, quando cai da planta não deve ficar à ação do Sol, porque corrompe-se: apanha-se num dia para ser comido no outro: é estomacal, substancial, e não faz mal aos doentes, de forma que em Sergipe chamam-na “fruto-de-doente. Entretanto, convém cautela.” (Almeida Pinto.)

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28 de dezembro de 2010

Flor de manacá

MANACÁ (Brumfelsia hopeana, Benth.).
Família das Lolanáceas. O Manacá é o nome de vários arbustos da família das Solanáceas, tem folhas ovais e flores em geral solitárias. O cálice é tubuloso, campanulado. É utilizado em óleos e perfumes, e também pelas suas qualidades medicinais, pois se trata de vegetal purgativo, diurético, emenagogo, antivenéreo, anti-sifilítico e anti-reumático.

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27 de dezembro de 2010

Plantação de mamona

MAMONA (Ricinus communis L.).
Família das Eufor-biáceas. Arbusto ruderal, de folhas digitolobadas, munidas de duas pétalas membranosas. As inflorescências são cachos com flores femininas na parte superior e flores masculinas na parte inferior. Das sementes da mamona se extrai o óleo de rícino, empregado na Medicina como purgativo e na indústria como óleo lubrificante, combustível, fixador de cores e perfumes e que tem a propriedade de não congelar, sendo por isto de grande valia para motores de alta rotação. A mamona é encontrada em quase todo o Brasil, principalmente nos seguintes Estados: Ceará, São Paulo, Bahia, Minas Gerais e Rio de Janeiro, bem como em Alagoas. O Brasil é o maior produtor de óleo de mamona do mundo, seguido pela Índia, Estados Unidos, África Ocidental Francesa e Tailândia. O óleo de rícino também é usado para curar queimaduras, combater verminoses, prolapso do reto e enteralgias das crianças.

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26 de dezembro de 2010

Arvore mamoeiro

MAMOEIRO (Carica papaya Lin.).
Família das Cari-cáceas. Árvore frutífera, oriunda da América tropical. O seu fruto, o mamão, é uma baga piriforme, globosa ou subglobosa, conforme a variedade. Tem propriedades medicinais, sendo digestivo e adoçante, rico em pepsina vegetal (papaína), e contém 1,5 de proteínas, 7 a 10% de açúcar, e as vitaminas A, B e C. A polpa encerra apreciável quantidade de ferro, cálcio e fósforo. Eis a análise do mamão, segundo o Dr. Lingen: água, 8,400; resina, 0,310; albumina, 0,080; açúcar incristalizável, 1,000; papaína, 0,010; óleo, ácido málico, oxálico e extrato, 0,200. Gresshoff isolou das folhas do mamoeiro um alcalóide cristalizado, de ação cardiotônica, o qual recebeu o nome de carpaína. As sementes são antihelmínticas.

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25 de dezembro de 2010

Plantas medicinais malva

A infusão das folhas e das flores é útil para abrandar a tosse, causada pela irritação da traquéia ou da laringe. De resto, pode substituir-se a infusão e a decocção pela maceração, preparada a frio com as raízes pulverizadas. Obtém assim um líquido untuoso, mas límpido, cujo gosto não é desagradável. A malva-selvagem ou malva-grande (Malva sylvestris) é que dá o nome à família das Malváceas, da qual faz parte o malvaísco. A malva possui diversas propriedades do malvaísco, mas talvez em menor grau. É uma planta herbácea, com cerca de 0,75m de altura. Cresce nos campos incultos, mas úmidos, e nas margens dos caminhos. Toda a planta é calmante, mucilaginosa. A infusão das flores” é de uso generalizado contra a tosse. A tisana obtida com o cozimento de 60g de raízes de malva em um litro de água, ministrada à razão de várias xícaras por hora, favorece a expectoração de catarro e combate a inflamação das vias respiratórias. As folhas possuem todas as qualidades emolientes da raiz. Servem para a feitura de tisanas recomendadas como lavagens ou clisteres no abrandamento da irritação dos intestinos. As flores em infusão são muito eficazes contra a tosse.

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24 de dezembro de 2010

Malva medicinal

MALVA e MALVAÍSCO (Althaea officinalis, L.).
Família das Malváceas. Como se disse, a malva e o malvaísco fazem parte da receita para a preparação da tisana conhecida sob o nome de “tisana das quatro flores”. O malvaísco é uma planta comum, que cresce nas bordas das fossas úmidas ou nas margens dos riachos. Pode atingir mais de um metro de altura, e por vezes um metro e meio a mais. As folhas são cobertas de pêlos esbranquiçados. As folhas são de cor malva-pálida. Toda a planta contém propriedades emolientes, sendo essa a sua principal característica, que a distingue das demais plantas mucila-ginosas. Empregam-se tanto as suas flores como as folhas ou as raízes. O próprio nome da planta é uma indicação da importância que lhe davam os antigos: althaea officinalis, que se deriva de termo grego significando curar. Seu uso remonta à mais remota antigüidade. Alberto, o Grande, dela dizia que é “leni-tiva, molificativa, maturativa e resolutiva. ..”; os médicos árabes utilizavam-na e Santo Hildegardo, no século XII, dava-lhe grande valor. O Dr. Leclerc, no seu tratado de Fitoterapia, diz que o malvaísco é também empregado como tópico, emoliente, em gargarejos, sobretudo a decocção de suas raízes na proporção de 30 por mil, com efeitos benéficos nas anginas, nos abcessos da gengiva ou da boca, nas feridas inflamadas ou em lavagens nas inflamações dos intestinos. Costuma-se dar às criancinhas, na época da dentição, pedaços da raiz do mal-vaísco, para que elas se distraiam a mascá-los, o que, além de acalmar a dor, favorece o desgaste necessário da pele onde os dentes estão irrompendo.

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20 de dezembro de 2010

Malmequeres

MALMEQUER (Calendula officinalis).
Família das Compostas. O Mal-me-quer é o nome de várias espécies de ervas (Aspilia montevidensis, que apresentam capítulos florais envoltos por flores linguladas; a Calendula, que é o Chrysan-themo coronarium, crisântemo-de-coroa (do grego trysos, ouro, e anthos, flor). É planta anual, vinda de Portugal, onde é muito comum, e cultivada em nossos jardins, onde se tornou vulgar nos canteiros públicos. Raia amarelo-claro, cilíndrica e cabeluda, haste direita, angular, ramosa; folhas ovais ou lanceoladas, imitando a forma de espátula; flores grandes, de cor amarela carregada, longas, solitárias, com aroma brando e pouco agradável, e sabor a princípio adocicado e depois amargo. As sementes, ligeiramente curvas, têm a forma de barquinha. As folhas, lançadas sobre o carvão, ardem como o nitro. Durante os grandes calores, deprendem-se das flores faíscas elétricas. A Calendula é empregada largamente na Medicina: é anti-ictérica, antiscor-bútica, anti-oftalmica, excitante, emenagoga, antispasmódica, antisséptica, etc.

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19 de dezembro de 2010

Planta madressilva

MADRESSILVA (Lonicera coprifolium, L.).
Família das Caprifoliáceas. A madressilva é um arbusto volúvel, possui flores impétalas, zigomorfas, muito procuradas pelos beija-flores. As folhas são empregadas em gargarejos e no tratamento das anginas. Há também a espécie Alstroemeria caryophyllea, Jacq., erva da família das Amarilidáceas.

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18 de dezembro de 2010

Cultivo da macieira

A culutra da macieira remonta à remota antigüidade e os seus frutos são facilmente conservados durante todo o período de inverno. É uma árvore que se adapta melhor nos climas temperados, brumosos e úmidos. Na “Corografia Brasílica” o padre Aires de Casal descreve a maçãzeira: “Nas margens do rio São Francisco há uma árvore, a cujo nome primitivo, que eu não pude saber, substituíram injustamente os filhos dos conquistadores pelo de “maçãzeira”; as maiores não excedem à grandeza das laranjeiras; e geralmente tem muitos troncos juntos, e pouco altos; a folha é maior que a do limoeiro, grossa e alíptica, lisa, e dum verde-escuro. Em uma mesma árvore há frutos com forma de pêra, limão e figos; mas pela maior parte, e principalmente os maiores, têm a figura de tomates grandes; a casca sarabulhenta, e tema; a polpa amarelada, de gosto insípido, amargo, e cheiro de marmelo. Os pequenos têm um caroço oval; os maiores até quatro e mais com forma de dente de alho, casca dura e delicada; a amêndoa alva e amar-gosa. Ninguém come esta fruta; mas faz-se dela excelente doce, como marmelada. Esta árvore, que em terreno seco nunca passa de arbusto, carrega sempre muito e os pombos torcazes, como também os cágados-do-campo, engordam com os caroços depois que as frutas apodrecem no chão”. A macieira comum multiplica-se por semente, enxertia e mergulho em “bute”. Quanto à distância entre as árvores, esta deve ser de 6 a 8m.

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17 de dezembro de 2010

Arvore macieira

MACIEIRA (Pirus malus).
Família das Rosáceas. É árvore originária das regiões temperadas da Europa, de porte mediano, folhas luzentes, e flores em cachos. O fruto, a maçã, é comestível, com grande propriedade nutritiva. No Brasil o seu cultivo é feito desde a Bahia ao Rio Grande do Sul, sendo este o maior produtor. O Dr. Alves Costa, inspetor agrícola federal, escreveu o seguinte a respeito da macieira: “Com intuito de verificar se no nosso clima (o de Minas) algumas variedades americanas ofereciam resistência ao pulgão lanígero, a Ins-petoria cultivou na chácara “Nova Califórnia”, em Maria da Fé (mais de 1.000 metros de altitude), cento e seis variedades de macieiras e os resultados obtidos permitem que se aconselhe, em zonas determinadas, a cultura de duas variedades. Das cultivadas podemos, sem receio, recomendar a plantação de duas: a Winter Banana e a Americana Beauíy, que se aclimaram muito bem em Maria da Fé. São ambas originárias da América do Norte. Desenvolveram-se normalmente, são precoces e começam a produzir, comercialmetne, do terceiro ano em diante”. Outras variedades cultivadas no Brasil: Calville, Cardinal, Ebert, Stettino, Osvebrick, Bismark, R. do Canadá, R. Ananás, Astra-kan Blanc. A macieira prefere os solos sflico-argilosos, ricos em humo, e o seu fruto é considerado medicinal. Os principais exportadores de maçãs são os Estados Unidos, Austrália, Argentina e Nova Zelândia. “De grande importância é a comunicação de Pleisler relativa a uma senhora que havia sofrido resec-ção do cólon ascendente e parte do transverso e que, desde então, ficou sujeita a crises intestinais com eólicas e diarréia, acompanhadas de surtos de pielite, produzida pelo Bacilo coli. Viveu assim durante alguns anos, quando, numa crise aguda, foi submetida à cura de maçãs, que teve efeito imediato e decisivo. A diarréia logo cedeu, tendo as fezes, depois de 5 anos de doença, adquirido pela primeira vez, consistência sólida. Por tal razão, Heisler propôs que o tratamento pelas maçãs cruas fosse igualmente tentado nas pielites, principalmente em suas formas altamente febris, assim como nas próprias nefrites.” (A. da Silva Mello).

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