30 de novembro de 2010

Flor da laranjeira

LARANJEIRA (Cilrus auraníium Rissos).
Família das Rizoboráceas. Planta de todos conhecida, a laranjeira produz um fruto que atualmente é vendido em todas as partes do mundo. É originária da China, de onde se propagou até a Índia e à Ásia Menor. Foram os Cruzados que a levaram para a França, onde, entretanto, os frutos que produz não são muito comestíveis, motivo por que as laranjas consumidas nesse país são em geral procedentes da Espanha ou da Algéria. É uma árvore de folhas persistentes, que dá flores de cor branca odoríferas. Com as suas folhas e flores são preparados dois antispasmódicos muito populares. Nos tempos atuais, entretanto, a laranja é empregada sobretudo no combate ao escorbuto, em virtude das preciosas vitaminas que contém, notadamente a vitamina C (ácido ascórbico), e as vitaminas A, B, e G.

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29 de novembro de 2010

Planta lampsana

LAMPSANA (Lampsana communis, L.).
Família das Compostas. Planta de flores amarelas pequenas e folhas ovais, sobretudo na base. É bastante comum nos terrenos incultos, à beira dos caminhos. Encontra-se em toda a parte. É eficaz contra as doenças das vias biliares, nos casos de insuficiência hepática. Michel Compain, no seu Guia do Herbanário-Droguista, denomina-a erva-das-mamas. Recomenda-se como emoliente e laxa-tivo. Diz esse autor que é também comestível como salada. Empregam-se as suas folhas em cataplasmas contra o engurgi-tamento dos seios das mulheres que amamentam e das paftu-rientes. A tisana de suas folhas é insípida e por isso raramente é usada sem a mistura de outros sabores.

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28 de novembro de 2010

Arvore jambolão

JAMBOLÃO (Syzygium joambolanum).
Família das Mir-táceas. O Jambolão, que também é denominado Jambol, jam-bul, jamelão e jalão, é uma árvore de alto porte, muito comum no Brasil. Seus ramos e folhas são dispostos aos pares. Os seus frutos, insípidos, são de um colorido roxo-negro. Frutifica em fevereiro. A casca da árvore tem emprego contra disenteria, hemorragias e leocorréia, sob a forma de decocção. As sementes são empregadas com efeitos benéficos contra diabete açucarada, para o que se toma 0,5g dessas sementes pulverizadas, duas a três vezes por dia. Para o mesmo efeito usa-se também o suco obtido das sementes esmagadas, na dose de duas gotas misturadas com um pouco de água, três vezes por dia.

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27 de novembro de 2010

Planta imbiri

IMBIRI:
(Canna angustifolia, Comia glauca). Família das Marantáceas. O Imbiri é uma planta ornamental. Cresce nos lugares úmidos. Possui haste ereta, cilíndrica, atingindo mais ou menos 2m de altura. O seu rizoma é longo e dotado de muitas radículas. Tem folhas alternas, invaginantes, lanceoladas, de 50cm por 13cm. As suas folhas são amarelas e a corola é dotada de perianto duplo. Dão-lhe os nomes também de albará, erva-dos-feridos e, na Ilha de Marajó, chamam-lhe coquilho. O seu emprego medicinal é o seguinte: o rizoma tem ação diu-rética; as folhas frescas, socadas, aplicadas em emplastros sob feridas e úlceras, queimaduras e regiões vesicadas, produzem efeitos benéficos. O suco da planta é igualmente útil em uso externo nas otites.

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24 de novembro de 2010

Planta hissopo

HISSOPO (Hyssopus officinalis, L.).
Família das La-biadas. O hissopo é uma planta de folhas opostas, de flores azuis violáceas ou brancas. Já fora utilizada por Hipócrates contra os males dos brônquios. Contém um óleo essencial: a hissopina. Nas pessoas nervosas torna-se mister empregá-lo com circunspecção. Usa-se a sua infusão em água, à razão de 2 por 100, sendo recomendado tomar apenas duas ou três xícaras por dia. Em uso externo, o hissopo tem virtudes tônicas e resolutivas, servindo para gargarejos nas diversas afecções da garganta. Em aplicações quentes, é utilizado ainda para resolver equimoses e torceduras. O Dr. Leclerc recomendava a alcoolatura (10 ou 30 gotas num copo d’água), ou um xarope feito com a seguinte mistura: brotos floridos de hissopo, lOOg; água fervente, l.OOOg; açúcar 1.600g. Tomar lOOg por dia.

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23 de novembro de 2010

HERA TERRESTRE

HERA TERRESTRE (Nepeta glechoma, Benth.).
Família das Labiadas. A hera terrestre é uma pequena labiada, de folhas dentadas triangulares, muito longinquamente semelhantes às da hera propriamente dita. As suas flores são azuis, com tendência a se tornar violetas. Possui odor agradável e é muito encontradiça em estado selvagem. Os lavradores chamam–na comumente de hera-de-são-joão e coroa-da-terra, correia–de-são-joão-batista e herazinha. Contém propriedades béquicas e expectorantes. O leite preparado numa decocção de 50g de hera-terrestre, num litro, tomado durante a noite, à razão de uma xícara comum, dá excelentes resultados nos casos de bron-quites. Suas virtudes tônicas, excitantes e ligeiramente diuréti-cas, são úteis nos casos de diarréias das crianças ou nos suores noturnos. Pode também ser empregada em inalações, com bons resultados contra as constipações que afetam o cérebro (peso na cabeça).

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22 de novembro de 2010

Planta grama

GRAMA (Ophiopagon Japonicus Ker Ganv.).
Família das Gramíneas. A grama é planta adventícia, da qual os lavradores têm dificuldade de se livrar nas suas plantações de cereais, pois suas raízse contêm nós. A planta assume, às vezes, uma coloração azulada. Há duas variedades de grama, a grande e a pequena. A primeira contém mais açúcar que a outra. É planta cujas propriedades são conhecidas há longo tempo, desde a mais remota antigüidade. Dioscóride a empregava para dissolver os cálculos renais. Tem efeito diurético, emoüente e refrescante. É recomendada uma beberagem preparada com a grama, sob a fórmula seguinte: cozinhar durante um minuto 30g da planta, numa quantidade suficiente de água. Despejar essa água, que adquire sabor muito amargo. Bater a grama assim umedecida para quebrar a casca dura e fibrosa, levar ao fogo novamente, na medida de 1.250g de água e deixar reduzir a um litro. Retirar do fogo, deixar esfriar e filtrar, obtendo-se assim uma bebida mais agradável ao paladar, desde que se lhe adicionem umas gotas de limão. A grama administrada aos cavalos, à razão de 3 quilos por dia, tem efeito refrescante e se o tratamento é prolongado durante alguns dias (15 dias) os seus pêlos tornam-se brilhantes e sadios. A mistura de um montão de grama com cal fornece um excelente adubo. Nos anos de penúria pode-se usar a mistura de farinha de grama com farinha de trigo para o fabrico de pão. Com os rizomas produz-se uma cerveja bastante agradável ao paladar e muito salutar.

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21 de novembro de 2010

Planta medicinais giesteira das vassouras

Giesteira das vassouras:
Recomenda-se contra a icte-rícia e as areias na bexiga o uso diário de um vinho obtido com a maceração prolongada de um quilo de cinzas da giesteira-das-vassouras em 3 litros de vinho branco, que é remédio eficaz nos casos de retenção da urina. Nas nefrites, a infusão da planta pode dar bons resultados, na medida de 25g de flores por litro, devendo-se usar apenas as flores em botão, pois as flores inteiramente desenvolvidas podem causar distúrbios. Este remédio deve ser tomado com precaução. Começar usando apenas uma xícada por dia, e ir aumentando até 3 xícaras, desde que o doente suporte bem a medicação. A mesma tisana também é recomendada contra o reumatismo crônico, utilizando-se sempre apenas as flores em botão no preparado.

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20 de novembro de 2010

Giesteira das vassouras

GIESTEIRA-DAS-VASSOURAS (Sarochamnus scopa-rius, Koch.).
Família das Papilionáceas. Na Europa ela floresce no mês de maio, à beira dos charcos e nos vales. Suas flores, bonitas, de um amarelo atraente, brotam das hastes verdes, cobertas de folhas pequenas. A sua composição química é assaz complicada. Contém matérias minerais, traços de essência, derivados de flavona, que é um corante vegetal amarelo, a escoparina, que é um princípio diurético, aminas, que são corpos derivados do amoníaco, e também alcalóides. Nos ramos contém sobretudo a esparteína, que sempre aparece junto com a escoparina. A giesteira-das-vassouras, em razão dos produtos que contém, possui ação diurética e influi sobre o coração. Tem efeito vasoconstritor. Recomenda-se, entretanto, ter cuidado para não cometer erros com essa planta, dã qual existem outras espécies (em particular a giesteira-da-espanha ou citiso, e o codesso-dos-alpes), cujas propriedades são diferentes. Certos autores utilizam a planta contra a gota ou o reumatismo crônico. Pode ser empregado em decocção das plantas verdes (50g por litro de água), mas se for usada dose mais forte o mesmo remédio funciona como purgativo.

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19 de novembro de 2010

GERÂNIO ROBERTO

GERÂNIO-ROBERTO (Geranium robertianum, L.).
Família das Geraniáceas. É uma pequena planta de folhas triangulares muito recortadas. As flores são violácaes, com cinco pétalas. Toda a planta desprende cheiro característico. Cresce em estado selvagem, nos bosques e à margem das estradas. Ela tem a mais das vezes uma coloração avermelhada. É conhecida como “bico-de-grou”, por causa da forma dos seus frutos. Na maioria dos livros assinala-se que o gerânio tem a propriedade de baixar a taxa de açúcar nos diabéticos, mas também se lhe reconhecem outras virtudes. Recomenda-se o gerânio–roberto, em gargarejos, para a inflamação da laringe e das amíg-dalas; é usado também para lavar os olhos e, em cataplasmos, no ingurgitamento dos seios. Emprega-se igualmente em tisana (20g por litro, 3 a 4 xícaras ao dia) contra a diarréia e as hemorragias uterinas. Dizem que é eficaz contra a esterilidade. É indicada para a cicatrização de feridas superficiais, bastando esmagar as folhas e aplicar a cataplasma no local afetado. A planta conserva-se sempre viva durante todo o ano.

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