21 de outubro de 2010

Planta espirradeira

ESPIRRADEIRA (Nerium oleandes, L.).
Família das Apocináceas. É arbusto ou pequena árvore, até 5m de altura, ramos trígonos, esverdeados a princípio, tornando-se cinza; tem folhas opostas, lanceoladas, acuminadas ou agudas no ápice, de 7-13cm de comprimento e até 3cm de largura, inteiras, rígidas, subcarnosas, persistentes, não luzidias, verde-escuro na página superior e um pouco glaucas na inferior; flores hermafroditas, róseas, raramente brancacentas, cálice campanulado e pequeno, sementes aveludadas, numerosas em cada lóculo e completamente revestidas de pêlos sedosos. É planta rústica e vivaz, não muito exigente quanto a clima e solo, sendo muito ornamental por ser de porte elegante e dar abundante floração. Seu perfume é agradabilíssimo apesar de muito forte. A uma grande distância a atmosfera fica embalsamada pelo seu aroma. Daí ser muito cultivada em quase todos os jardins. Porém, esse perfume é tóxico, como as demais partes da planta, que oferecem perigo mesmo depois de secas. Conta-se que pessoas morreram por terem adormecido com tais flores no vaso. Até mesmo a água do vaso em que estiveram estas flores tornam-se perigosas e tóxicas. Conta Lindley, o grande naturalista inglês, que uma criança morreu dois dias após ter comido algumas flores dessa planta e sua morte foi precedida de terríveis eólicas e atrozes sofrimentos.

20 de outubro de 2010

Imagens de espinho de vintem

Espinho de vintem:
É própria para ripas, carpintaria, marcenaria, remos, cabos de instrumentos agrícolas, ferramentas, cepas para tamancos e escovas, construção civil e carroçaria, servindo ainda para tintura-ria. Sua raiz é amarga e aromática, ligeiramente adstringente, tônica, febrífuga e estomáquica; a casca, também medicinal, é tônica, e por ser acre é recomendada para as dispepsias, flatu-lências e eólicas; o suco de suas folhas, quando aplicado tipicamente contra as dores dos ouvidos e dentes, parece dar resultados completamente satisfatórios. As qualidades medicinais são devidas à presença da “xantropicrita”, substância amarga, amarela e cristalina. Já era conhecida pelos índios que a chamavam Jubêbê (derivado de “yu-bêbê) que quer dizer “espinho que vôa, alusão às folhas que o vento leva e têm um espinho na página inferior”; o outro nome, Tembetaru, e suas corruptelas, seria derivado de “tembê-itar-yu”, que traduzido quer dizer: “pau com que se faz tembetá, contração de “tembê-itá”, que significa “pedra do beiço”, revelando que a madeira desta espécie era uma das preferidas por certas tribos para a feitura de seus instrumentos exóticos, principalmente os bodoques e arcos.

19 de outubro de 2010

Fotos de Espinho de vintem

ESPINHO-DE-VINTÉM:
Xanthoxylum rhoifolium, Lam. Família das Rutáceas. Dá uma árvore pequena e de caule reto, até 8m de altura, fornecendo sombra pela copa frondosa e casca grossa. Suas folhas são compostas, abruptamente pinadas, 2-14 jugas, com pecíolo comum de 10-25cm espines-cente, folíolos opostos, até 5cm e 2cm de largura, crenado-ser-rados, aculeados, glabros, às vezes finamente pilosos, com um espinho duro na nervura média da página inferior; suas flores polipétalas, pequenas e esverdeadas, dispostas em panículas terminais de axilares ou extra-axilares de 10-15cm; seu fruto é uma baga pequena, globosa, com glândulas avermelhadas (depósitos de óleo essencial de cheiro forte). Além de medicinal, fornece madeira leve, dura, de ótima qualidade e amarela ao ser cortada, porém perdendo a cor com a exposição ao tempo.

18 de outubro de 2010

Planta medicinal espinheiro

ESPINHEIRO (Craíeogus oxyacantha, L.).
Família das Rutáceas. O espinheiro é um pequeno arbusto que floresce na primavera, embalsama os campos com as suas flores de cor branca de numerosos estames, algumas vezes vermelhos. Na Europa usa-se muito o espinheiro, seja em seu estado natural ou sob a forma de cataegol, nome pelo qual é conhecido na França o extrato que dela se faz. Empregam-se tanto as flores e as folhas como, também, às vezes, os frutos vermelhos que têm sabor quase insípido. Cresce por toda parte, mas prefere os solos frescos, argilosos e ricos. Seus espinhos formam cercas impenetráveis. A casca dos ramos novos é empregada como fcbrífugo, devendo estes ser colhidos em meados de agosto. Os frutos secos servem para o preparo de uma tisana adstringente muito útil contra a diarréia. A planta é antispasmódica, regulariza as batidas do coração, reduz a excitabilidade do sistema nervoso. A flor é tonificante do coração, usada na dose de lOg por 1.000. As suas bagas são úteis contra a dor de garganta comum, na proporção de 10 por 10.000.

15 de outubro de 2010

Espargos beneficios

Contém albumina vegetal, matéria gomosa, resina, açúcar, matéria extrativa amarga, hidro-clorato, acetato e fosfatos de potassa e de cal. Nas raízes secas encontram-se matéria extrativa não–azotada, açúcar, matéria fibrosa (celulose), proteína, pento-sana, matéria mineral (cinzas), matéria graxa, arsênico. Contém também “Conifera”, “mannita” e “asparagina”. Esta é um princípio azotado que cristaliza em agulhas duras e quebradiças, também encontrado em outras plantas de outras famílias, o qual dá as urinas um cheiro forte e pouco agradável, mas colocan-do-lhe algumas gotas de essência de terebintina, transforma-se em perfume de violetas; verificou-se também a presença de es-, sência de mostarda. Seus brotos carnosos, comumente chamados “turiões” constituem um finíssimo legume consumido no mundo todo, por ser alimento sadio e de fácil digestão, com ação enérgica e rápida sobre o aparelho urinário, devido à “asparagina”. Essa substância é também poderoso diurético, moderadora do coração, sempre inofensivo para o estômago e muito eficaz nos catarros brônquicos e na tuberculose pulmonar. A composição química da ponta dos espargos é igual a das raízes, com variações nas percentagens, sendo que ainda contém a clorofila, cera e matéria corante. Antigamente acreditavam que a força do espargo era tal que chegava a provocar a menstruação e até tornavam estéreis as mulheres. Os frutos e as sementes são tidas como afrodisíacas. Não é aconselhado para as pessoas histéricas, pessoas nervosas, para as que sofrem afecções das vias urinárias ou de blenorragia. É conhecida também como melindre. Originária da Europa e da Ásia.

Contém albumina vegetal, matéria gomosa, resina, açúcar, matéria extrativa amarga, hidro-clorato, acetato e fosfatos de potassa e de cal. Nas raízes secas encontram-se matéria extrativa não–azotada, açúcar, matéria fibrosa (celulose), proteína, pento-sana, matéria mineral (cinzas), matéria graxa, arsênico. Contém também “Conifera”, “mannita” e “asparagina”. Esta é um princípio azotado que cristaliza em agulhas duras e quebradiças, também encontrado em outras plantas de outras famílias, o qual dá as urinas um cheiro forte e pouco agradável, mas colocan-do-lhe algumas gotas de essência de terebintina, transforma-se em perfume de violetas; verificou-se também a presença de es-, sência de mostarda. Seus brotos carnosos, comumente chamados “turiões” constituem um finíssimo legume consumido no mundo todo, por ser alimento sadio e de fácil digestão, com ação enérgica e rápida sobre o aparelho urinário, devido à “asparagina”. Essa substância é também poderoso diurético, moderadora do coração, sempre inofensivo para o estômago e muito eficaz nos catarros brônquicos e na tuberculose pulmonar. A composição química da ponta dos espargos é igual a das raízes, com variações nas percentagens, sendo que ainda contém a clorofila, cera e matéria corante. Antigamente acreditavam que a força do espargo era tal que chegava a provocar a menstruação e até tornavam estéreis as mulheres. Os frutos e as sementes são tidas como afrodisíacas. Não é aconselhado para as pessoas histéricas, pessoas nervosas, para as que sofrem afecções das vias urinárias ou de blenorragia. É conhecida também como melindre. Originária da Europa e da Ásia.
ESPINHEIRO — (Crateogus oxyacantha, L.). F

14 de outubro de 2010

Espargo

ESPARGO (Asparagus officinalis, L.).
Família das Li-liáceas. O Espargo é antiquíssimo, sendo cultivado pelos Romanos e pelos Gregos e acreditando-se que os Egípcios já o conheciam. No Brasil sua cultura data de mais de um século, principalmente nos Estados sulinos, notadamente São Paulo e Rio de Janeiro. É planta vivaz de rizoma horizontal escamoso, cilin-dráceo e carnoso, emitindo numerosas raízes adventícias fasci-culadas, filiformes, cilíndricas, carnosas, brancas, de onde partem vários caules eretos, também cilíndricos, até glabros e ligeiramente glaucos. Ê planta medicinal. A raiz (uma das cinco raízes da velha farmacopéia, é amarga, aperitiva, diurética, entrando ainda na composição do famoso “xarope das cinco raízes”.

13 de outubro de 2010

Planta Escumilha

Escumilha.
A raiz, muito adstringente, é eficaz contra a sarna, as aftas, e as estomatites; a casca, as folhas e as flores servem para decocções purgativas, drásticas e hidragogas, sendo que a primeira tem entrado em grande escala na adulteração do extrato de catechu, que somente deve ser fornecido pelas Acácia catechu, Willd., A catechuoides, Bth. e A. Sundra, DC; as sementes gozam reputação de serem narcóticas. Sua madeira é dura, compacta, resinosa, castanho avermelhada até o vermelho sangue, de superfície brilhante, porém pouco lisa, excelente para a construção naval e civil, para marcenaria de luxo, decorações e tanoaria, dormentes, sendo que no Oriente é considerada a melhor, excluída a de Teka. É belíssima planta ornamental, originária da Índia, Malásia e China, introduzida há muitos anos no Brasil, principalmente no litoral. É conhecida também com os nomes de extremosa (Rio de Janeiro), mimo-sa-dos-jardins e Norma, na Bahia. Seu cálice é turbinado, 6-7 denteado, revestido de tomento ferrugíneo ou branco, listrado com 12-14 sulcos salientes, suas pétalas 6-7 suborbiculares, ou oval-arredondadas, muito onduladas e crispadas, abertas; seu fruto é uma cápsula polisperma, elíptica ou subglobosa, de 3-5 centímetros de comprimento e até 5 centímetros de diâmetro, finamente apiculada. Sementes glabras, castanho-pálidas.

12 de outubro de 2010

Escumilha

ESCUMILHA (Lagerstroemia indica, L.):
Família das Litráceas. Esta planta, também medicinal, é uma árvore regular, medindo até lOm de altura, com ramos muito espalhados e compridos; sua casca é lisa, de cor pálida, escamosa, des-prendendo-se em lâminas irregulares, suas folhas curto-pecio-ladas, oblongo-lanceoladas ou elípticas, subagudas no ápice, agudas ou arredondadas na base, de 10 a 20cm de comprimento, inteiras, peninervadas, nervuras principais de 10 a 13, finamente reticuladas nas duas páginas, pálidas na página inferior, pecío-los vigorosos, de 2cm de comprimento, pedicelos também vigorosos, pubescentes, crassos na parte superior e articulados do meio para baixo. Suas flores de 5-8 centímetros de diâmetro, dispostas em grandes panículas axilares e terminais de 30cm ou mais.

11 de outubro de 2010

Escolopendra

ESCOLOPENDRA (Scolopendrum ofjicinale).
A esco-lopendra é um gênero de fetos, do grupo das Polipodiáceas, também conhecida sob o nome de lingua-cervina. É planta crip-togâmica vascular, em forma de língua verde, que nasce muitas vezes sobre os muros e no interior dos poços velhos. Na França chamam-na ainda de língua-de-cervo ou lingua-de-boi, e erva–de-rato. A planta contém tanino e mucilagem. Suas folhas são adstringentes, béquicas, diuréticas e expectorantes. O seu emprego é feito unicamente sob a forma de decocção de 20 a 30g por litro de água, durante dez minutos, com efeito benéfico contra o catarro pulmonar. Não confundir com um espécime zoológico, um articulado com vinte e um ou vinte e três pares de patas, e que pertence à classe dos miriápodes e leva o mesmo nome dessa planta.
ESCROFULÁR

9 de outubro de 2010

Escada de jaco

ESCADA DE JACÓ (Polemonium coeruleum, L.).
Família das Polemoniáceas. Planta cespitosa e glabra ou viscoso–pubescentes, de caules eretos, simples até 60cm de altura, com folhas alternas, pinatisectas, segmentos ovais ou oval-lanceola-dos, acuminados ou agudos, inteiros ou divididos, com flores azuis, numerosas, dispostas em corimbo compacto no ápice dos caules, cálice aberto, 5-dentado, corola três vezes mais comprida que o cálice. É originária da Ásia boreal, sendo também muito cultivada na Europa, pelas ótimas qualidades terapêuticas que encerra. Esta espécie é bastante mucilaginosa, amarga e com mau cheiro. Reputadíssima como diurética, anti-sifilítica, e útil contra a hidrofobia. Atualmente é cultivada mais como ornamental, inclusive no Brasil. Suas variedades floris-albis e grandijlorum, a primeira com flores brancas e a segunda com folhas misturadas de amarelo e verde. A espécie mais cultivada, ou melhor, a variedade mais cultivada é a anã, de flores grandes.