30 de setembro de 2010

Enula campana

ENULA CAMPANA (Inula Helenum, L.).
Família das Compostas. Também denominada ínula, conforme o seu nome latino. Sua raiz encerra a inulina, que é um polisacarídeo branco, insípido, semicristalino, muito semelhante ao amido, encontrado na seiva das raízes e rizomas de muitas plantas compostas, e especialmente nas do gênero Inula e Hdianthus. A mesma substância também se denomina dalina, helênia, helenina e sinan-terina. A reputação da ênula-campana remonta aos tempos antigos. Dioscorido fala dela como de um bom remédio contra a tosse. Ainda que menos ativo que o seu princípio químico, ela poderá ser útil em certas bronquites catarrais. Indica-se como tintura (2 a 5g por dia), ou sob a forma de infusão (5 por lOOg). É igualmente recomendada a inalação preparada com água fervente a que se adiciona uma colherada (de café) de sua tintura, o que dá bons resultados nos doentes de traqueíte crônica. Todos os autores recomendam a maceração, durante oito dias, num litro de vinho espanhol, de 80 gramas de raiz de ênula-campana, atribuindo a esse preparado efeitos béquicos e tônicos.

29 de setembro de 2010

Planta medicinais DULCAMARA

DULCAMARA (Solanum dulcamara, L.).
Família das Solanáceas. Planta também conhecida pelos nomes de doce-amar-ga e erva-de-cão. Cresce geralmente nas cercas e nos vaiados. Ê uma espécie de liana, com folhas ovais e pontudas e dá flores menores do que as da batata, mas com a mesma forma, e sua cor é geralmente violeta. Os seus frutos são vermelhos, como o são as bagas de quase todas as Solanáceas. A parte utilizada em Medicina é a haste da planta (de um a dois anos), que se corta em pedaços de 0,50m ou em pequenas porções. Segundo diversos autores, ela possui propriedades depurativas e sudoríficas, recomendadas contra algumas moléstias da pele e contra o reumatismo. O Dr. Verley-Leclerc aconselha um xarope depurativo à base de doce-amarga, com a seguinte fórmula: lOOg de hastes escolhidas e limpas, cortadas, deixadas em infusão durante seis horas, num litro e meio de água fervente. Coar espremendo Deixar repousar e retirar o que subir à superfície do líquido. Acrescentar 180g de açúcar para cada lOOg de líquido, levar ao fogo durante uns minutos, passar de novo. Tomar 3 a 5 colheradas de sopa por dia do xarope assim preparado. A planta também pode ser recomendada sob a forma de decocção à razão de 30 por 1.000 ou em forma de extrato aquoso (la 5g). A doce-amarga encerra um saponóide glico-sídico, o ácido dulcamárico e um saponóide não-glicósido, o ácido dulcamarético (dulcamarina), e um glicosido alcalino, a solaceína. Tal composição explica os seus efeitos.

28 de setembro de 2010

Utilização de plantas medicinais dragão fedorento

DRAGÃO FEDORENTO (Monstera pertusa, De Vries).
Família das Aráceas. Esta é uma planta trepadeira, lenhosa, de caule nodoso, grosso, até 3 cm dé diâmetro e ramos radicantes emitindo numerosas raízes adventícias compridas e de 4 a 6 mm de diâmetro, parte das quais se fixam nos troncos das árvores vizinhas e outra parte desce verticalmente até o solo, formando cordões de muitos metros, enquanto a planta se desenvolve como epílita sobre os ramos mais altos das árvores. É belíssima e majestosa, planta ornamental, muitíssimo cultivada nas estufas da Europa. A infusão de suas raízes é considerada muito eficaz contra a hidropisia e o artritismo, atribuindo-se ao suco a propriedade alexifarmaca; as folhas frescas e amassadas são empregadas como vesicatório e rubefaciente nos mesmos casos e ainda contra as orquites crônicas, a inflamação dos ouvidos, a erisipela, as eczemas, a caspa e as ulceras em geral, sendo que atualmente goza de boa reputação para combater as linfatites posteriores aos partos, encontrando-se nas farmácias o extrato fluido da planta sob o nome de chagas-de-são sebastião. No seu caule existe umidade, celulose, substâncias albuminóides, gomosas, sais inorgânicos, glicose, clorofila, ácido orgânico, caoutchouc, resina “mons-terina”, sendo esta última uma substância orgânica amarela, de sabor salino, solúvel na água. Tem os nomes de folha-furada, folha-rota, imbê-furado, são pedro e timbó-manso. Suas folhas, com limbo de 30 a 50 cm de comprimento e 15 a 33 cm de largura, são oblongo-oval-cordiformes, agudas no ápice e arredondadas na base, verde-escuro, irregularmente perfuradas, às vezes até dilaceradas, em geral com 6 furos, orbiculares, pequenos ou grandes, até cerca de 20 cm; seu pedúnculo de 10 a 17 cm e espadice de 10 cm, tendo na base, flores 1-sexuais, de 4 a 6 estames, nus, protegido por espata ovóide, côncava, de 15-20 cm, amarelo-brancacenta, ovário bilocular. Seu fruto é composto de bagas branco-amareladas, de 6 mm de comprimento e 4 mm de largura.

26 de setembro de 2010

Flores do campo douradinha do campo

Douradinha do campo propiedades.
É antibiliosa, diurético-purgativa, emeto-carártica s emenagoga, porém há uma suposição de que é venenosa. Em alguns países ocupa o primeiro lugar na Medicina caseira. Vive na África, na Ásia, Austrália e em quase todo o mundo. A espécie Wal-theria communis, St. Hil., da família das Esterculiáceas, já é uma planta arbustiva, lenhosa, tomentosa ou hirsuta, pequena, até 40cm de altura, com flores hermafroditas, pequenas, bran-co-amareladas, dispostas na axila da folha superior, pétalas plenas e 4 ou 5 estames; seu fruto é uma cápsula glabra na base e hirta no ápice. Ê estimulante, anti-disentérica, sudorífica, emé-tica e diurética. Muito recomendada contra o catarro brônquico c moléstias pulmonares, além de curar as cistites e as blenor-ragias. Uma outra espécie, W. douradinha St. Hil., da mesma família, é também planta lenhosa, de caule solitário e suas folhas e flores em infusão são úteis internamente nas afecções catar-rais e externamente na lavagem de feridas, principalmente as de origem sifilítica. A homeopatia a emprega com o nome de Stemodia arenaria. Vegeta, de preferência nos lugares pedregosos.

25 de setembro de 2010

Douradinha do campo

DOURADINHA DO CAMPO (Quindernia erostacea, Bth.).
Família das Escrofulariáceas. Várias espécies existem desta planta medicinais, quase todas elas. Esta é uma planta anual, herbácea, de caule quadrangular, medindo até 10 cm de altura, difusa e ramosíssima desde a base, seus ramos semi-prosptrados ou ascendentes, filiformes, glabros ou hirtos nos ângulos; suas folhas opostas, curto-pecioladas, distanciadas, obtusas subcordiformes ou arredondadas na base até 3cm de comprimento e 2 cm de largura, crenadas, serradas, crasso-crusta-ceas nas margens e suas flores axilares, mais geralmente solitárias, azul-purpúreo, com cálice 5-denteado e profundamente dividido, com os dentes triangulares e agudos; corola bilabiada, lábio superior côncavo e lábio inferior 3-lobado, ovário 2-lo-cular; o fruto é uma cápsula oblongo-elíptica, bivalve, membra-nosa, do tamanho de uma ervilha e inclusa no cálice. Muitas sementes elíptico-angulosas, ligeiramente rugosas, amareladas.

24 de setembro de 2010

Tipos de leguminosas

Dormideira:
As folhas, embora também suspeitadas de venenosas, são úteis em banhos contra os tumores e a leucor-rpia ou ainda em cataplasmas contra as escrófulas; conta-se que causa a hematúria nos animais que as comem e sua infusão em dose moderada, é amargo-tônica, purgativa e antigonorréica, sendo que, injetada nas veias ou no tecido celular subcutâneo, tem efeitos colagogos positivos, porquanto aumenta a secreção da bílis, como ficou demonstrado com as experiências realizadas no Museu Nacional do Rio de Janeiro. O extrato alcoólico das folhas pode transformar o abstêmio em um ébrio e o extrato alcoólico das raízes agiria de modo contrária, ou seja, curaria o vício de beber. E planta brasileira, porém levada ao mundo todo, especialmente na África tropical e na Índia Holandesa. Cultivada como ornamental e prefere vegetar nos lugares úmidos, nas margens dos cursos de água e em terrenos alagadiços. Na Europa cultivam-na em estufas. É tão sensível esta planta que ao simples bater de palmas (sem mesmo tocá-la), ao seu redor, ela se transforma imediatamente, e seus folíolos levantam-se, as pinas aproximam-se e as folhas inteiras abaixam-se, pêndulas como se estivessem murchas, sendo que minutos depois, volta ao seu natural.

23 de setembro de 2010

Plantas leguminosas dormideiras

DORMIDEIRA (Papaver somniferum, L.).
Família das Leguminosas, divisão Minosácea. Existem várias espécies desta planta. É uma planta herbácea ou pouco lenhosa, que cresce até lm de altura, outras vezes rasteira e ainda subarbustiva e trepadora, caules ramosos, pilosos ou glabros, armados, bem como os ramos, de muitos ou poucos acúleos esparsos, eretos ou curvos. Sua casca é vermífuga e suas raízes, de mau cheiro, são irritantes, purgativas e eméticas, talvez mesmo tóxicas quando ingeridas em dose alta; foram muito usadas antigamente no combate à elefantíase dos Árabes e, bem assim, como antídoto das sementes (que afinal parece serem apenas um bom emético) e da própria seiva, esta reputada como veneno violento, tiveram também emprego em banhos, contra os tumores reumáticos arti-culares e a difteria.

22 de setembro de 2010

Floricultura dois amores

DOIS AMORES (Euphorbia tithymaloides, L.).
Família das Euforbiáceas. Esta planta é um arbusto pequeno, medindo até 3m de altura, muito ramificado, com ramos suculentos, quase fistulosos, folhas poucas, curto-pecioladas, alternas, ovais, oblongas, obtusas ou recurvadas no ápice, agudas coriáccas, onduladas nas margens e com a nervura central saliente na página inferior, glabras. É medicinal. O extrato’ da raiz, conhecido nas Antilhas Espanholas como ipecacuana e na França como ipeca de Saint-Domingue, é vomitivo, assim como o látex, sendo que este é acre é muito cáustico, enérgico, útil contra as úlce-ras de mau caráter, servindo também para extirpar as verrugas e os calos, ligar carnes dilaceradas e estancas hemorragias. A decocção de toda a planta é eficiente contra a amenorréia. Espécie xerófila, muito melífera e que, segundo Ridola, deve ser considerada como uma “descendente de Euphorbia de evolução póstuma com flores zigomorfas, modificada especialmente em vista de sua adaptação ornitófila”. É planta ornamental, muitíssimo cultivada nos jardins e também usada para cercas vivas. Conhecida também pelos nomes de picão, sapatinho-de-judeu, dois-irmãos, etc. Suas flores são vermelhas, pequenas, medindo 15mm as masculinas, numerosas e dispostas na circunferência e uma só feminina no centro, inclusas num grande invólucro, bilobado, vermelho até purpúreo e com a forma de sapato, reunidas em cimeiras terminais densas; seu fruto é uma cápsula mais larga que comprida (até 7mm de comprimento e 9mm de largura, trancada na base e no ápice. Suas sementes são ovóide-agudas, pedúnculos l-floros curtos. O Estado que mais cultiva essa planta é o Amazonas.

21 de setembro de 2010

Planta Doce amargo

Doce amargo.
Os frutos, antigamente tido como venenosos, estão reconhecidos inofensivos, pois encerram na casca apenas 0,3 a 0,7% de “solanina”; as folhas, usadas em cataplasma, têm efeitos calmantes e resolu-tivos, parecendo venenosas para o gado; os ramos, pela sua grande flexibilidade, servem para substituir o vime em várias obras trançadas, isto mais como curiosidade do que como indústria, mesmo doméstica; as raízes constituíam a base do famoso “elixir de amor”, tão celebrizado como ridicularizado na literatura e no teatro, ao qual, durante período bem longo, atribuiu-se a propriedade de tornar apaixonadas as pessoas que ingeriam a infusão charlatânica. Entre os mais formidáveis e eficientes golpes que esta recebeu, merece menção especial a brilhante partitura da ópera “Elisir d’amore”, do grande compositor Donizetti, que ainda agora se representa em todo o mundo, o passo que a superstição já desapareceu. A introdução na doce-amarga no Brasil é, decerto, muito remota, naturalmente apenas como ornamental, sendo muitíssimo comum nos jardins, onde é bastante atacada pelo Phyrdenus divergens Germ., vulgarmente conhecido como “broca do tomateiro”. Há as variedades integrifolium Wk, de folhas inteiras; e variegatis, Hort., de folhas variegadas. Originária da Europa, da Ásia e África boreais: Na Bahia, chamam-na de maria-preta, na Itália de corallina e, em Portugal, uva-de-cão.

18 de setembro de 2010

Doce amargo

DOCE AMARGA (Salanum dulcamara, L.).
Família das Solanáceas. Sub-arbusto trepador, raízes fibrosas e caule elevandose até 4m (geralmente metade), apoiando-se sobre as plantas vizinhas; casca cinzenta, caules cilíndricos, frágeis e ramosos; ramos alongados e finos, flexuosos, flexíveis, verdes e pubescentes; folhas alternas, pecioladas, as inferiores inteiras, oval-acuminadas e mais ou menos cordiformes na base; as superiores quase sempre 3-lobadas, às vezes 4-5 lobadas, sendo os lobos profundamente separados e o terminal maior, verde-es-curos, glabros ou finamente pubescentes nas duas páginas, excepcionalmente tomentosos; flores roxas ou azuis, raramente brancas, com mácula esverdeada na fauce, dispostas em racimos corimbiformes, longo-pedunculados, extra-axilares, laterais ou terminais; o fruto é uma baga ovóide, pequena, pêndula, vermelha quando madura, circulada na base pelo cálice persistente e contendo sementes reniformes. Essa planta contém, principalmente, no caule e na base dos pecíolos, o alcalóide “sola-nina”, estupefaciente enérgico, o qual causa violentas convulsoes e paralisa os membros inferiores, sem entretanto dilatar as pupilas; contém ainda o glicosido “dulcamarina”, primeiramente amargo e depois doce, que o ácido sulfúrico desdobra em açúcar, e “dulcamaretina”; o extrato amargo-doce “picroglycion”, mistura de “solanina” e de açúcar, e, finalmente, resina contendo ácido benzóico, cera verde, glúten, extrato gomoso e diversos sais. Os efeitos da sua ingestão em alta dose, que aliás não são constantes, apresentam a seguinte marcha: “Sequidão da faringe, vômitos, ansiedade, picadas na pele, sobretudo nos órgãos geniturinários, evacuações alvinas, transpiração e diurese abundantes, cãimbras, movimentos convulsivos das pálpebras, dos lábios e das mãos, vertigens e insônia”, (Heraud), sendo que não se conhece caso algum fatal. Desde época remotíssima que se vinham atribuindo a esta espécie inúmeras virtudes medicinais que, afinal, acham-se reduzidas a um excelente depurado, recomendado no catarro pulmonar crônico, nos acidentes sifilíticos, nas dores gotosas e reumatismais e em certas afecções cutâneas, tais como herpes e eczemas.