21 de agosto de 2010

Erva cuambu

CUAMBU (Bidens pilosus, Lin.).
Família das Compostas. Erva anual que floresce em todo o Brasil e tem caule ereto, quadrangular, até l,5cm de altura, ramosa, glabra, às vezes pouco pubescente, ramos opostos; suas folhas pecioladas, opostas, superiores às alternas, deltóides, até lOcm de comprimento, membranosas, simples ou decompostas, 3-5 pinadas, segmentos ovais até lanceolados, agudos ou acuminados, serrados, capítulos poucos, pedunculados, reunidos em corimbos frouxos de 30 e até 40 flores, amareladas ou brancacentas e perfumadas. Invólucro campanulado, escamas exteriores em geral foliáceas, quase sempre as interiores mais curtas, membranosas, brancacentas e ciliadas nas margens. A planta inteira oferece duas resinas e tanino. As resinas são aromáticas, sendo uma ácida e outra neutra, amarga, mucilginosa, estimulante, desobstruente, antis-corbútica, odontálgica (principalmente a raiz), sialagoga, anti-disentérica, antileucorréica, vermífuga e vulnerária; recomendada também contra a icterícia e a diabete, útil também nas inflamações da garganta, das feridas que apresentem mau caráter, e nos engurgitamentos das glândulas mamárias. Comestível, usada como “legume” no Congo Belga e no Transwaal, pelos indígenas e até mesmo por alguns europeus. Considerada “erva-má”, porque devasta as plantações, porém, apreciada pelos animais que dela fazem grande uso. Contém matéria azotada, matéria graxa, matéria não-azotada, matéria fibrosa, matéria mineral, cálcio, ácido silícico, ácido fosfórico, oxido de potássio e areia. Vegeta nos terrenos baldios ou expostos assim como nos campos de preferência silicosos. Conhecida também como macela–do-campo, erva-picão, picão-do-campo, picão-preto, piolho-de–padre.

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