31 de julho de 2010

Planta medicinal coração de negro

Coração de negro:
As cascas contêm tanino e são próprias para curtume e entram na Medicina contra a diarréia, a disenteria e as hemorróidas. As folhas são muito indicadas na oftalmia e também como forra-geiras porque contêm azoto e constituintes minerais. As flores têm propriedades emolientes indicadas para erupções da pele e furúnculos. As sementes reduzidas a pó servem para combater as escrófulas e submetidas à prensa fornecem óleo fixo e sicativo, superior ao do linho, que serve para pintura e, na Índia, usam contra a lepra. A casca solta uma goma insolúvcl na água e da qual, no Tibete extraem tinta vermelha; o resíduo dessa extração é usado ainda como adesivo, à guisa de goma arábica e também entra na falsificação na indústria de tecidos de cor. É planta originária da África c muito cultivada no continente sul-americano. Sua forma é elegante e adapta-se a qualquer terreno, tendo rápido crescimento. Serve para arborização de parques, jardins e ruas. Sua madeira tem grande aplicação industrial. Segundo Dr. Barbosa Rodrigues esta planta foi introduzida no Brasil por D. João VI por ser, naquela época, reputada a melhor pólvora. É muito cultivada no Rio de Janeiro, São Paulo, Amazonas. É conhecida também como ébano-orien tal. Essa espécie chama-se cientificamente Albizzia lebbeck, Bth. Existem ainda mais três espécies, porém as demais não são conhecidas como medicinais. Suas flores são pediceladas, aro-máticas, brancacentas ou verdes amareladas, dispostas em capítulos globosos umbeliformes.

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28 de julho de 2010

Coração de negro

CORAÇÃO DE NEGRO.
(Albizzia bebbeck, Bth.). Várias espécies existem desta planta, que pertencem, algumas, à família das Leguminosas c outras à divisão das Cesalpiniá-ceas. De qualquer maneira, é medicinal. Árvore de até 15m de altura, com casca clara, ramos novos escuros, pubescentes, folhas pecioladas, abrupto-2-pinadas, glabras ou puiverulentas, até 40cm de comprimento. Seu fruto é vagem chata de 10 a 33cm de comprimento e 4cm de largura. Fornece madeira de alburno branco e cerne escuro, quase preto, com manchas claras irregulares, grão fino, compacto, muito dura e forte, conhecida no comércio internacional e própria para vigas, esteios, peças de resistências, carroçaria, papel e lenha, carpintaria, marcenaria, obras de torno, melhor e mais escura quanto mais velha.

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27 de julho de 2010

Cordão de frade

CORDÃO DE FRADE.
(Leonotis nepelaefolia, R. Br.). É uma erva anual e sublenhosa de caule quadrangular avelu-dalo pubescente, medindo até 2m de altura, simples ou ramificado, com folhas ovadas até ovado-deltóides, opostas, cunea-das ou subcordiformes na base, finalmente crenadas de 4 a 12cm de comprimento, suas flores são pediceladas, de 25mm com cálice pulverulento e corola bi-labiada, vermelha ou roxa, ou ainda laranja-amarelo, manchadas, e dispostas em racimos densos, verticilados, de 5 a 6cm de diâmetro. É planta medicinal, antis-pasmólica, anti-reumática,. antiasmática, febrífuga, diurética e útil contra úlceras de caráter maligno, a elefantíase incipiente e as hemorragias uterinas. As suas folhas contêm um óleo volátil muito perfumado e a flucoside “leonotina”. Existe a lenda de que clareia a roupa. É planta muito comum no Brasil, principalmente nos Estados litóreos. Outra lenda diz que acompanha o homem. Só vegeta onde o homem vive ao seu redor. Conhecida também com o nome de cordão-de-são francisco. pau-de-praga e rubim. Uma outra espécie (Leucas martinicen-sis, R. Br.) é também planta anual, de caule herbáceo, eretc até 130m de altura, geralmente ramoso, denso-pubescente, com ramos obtuso-quadrangulares, pilosos e profundamente sulca-dos. Suas flores são sésseis, brancacentas e vilosas, de cálice bi-labiado, dispostas em verticilos axilar-globosos, distanciados, multiflores. E perfumada, tônica e antispasmódica, sendo também empregada nas nevralgias. Muito usada contra os tumores, o seu cosimento é recomendado no tratamento do reumatismo gotoso e articular agudo, segundo Caminhoã. A infusão de suas folhas constitui remédio carminativo e sudorífico. Floresce em todo o Brasil e é conhecida também como catinga-de-mu!ata. Seu fruto é aquênio c trígono; suas folhas florais estreitas como as caulinares, porém sésseis.

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26 de julho de 2010

Planta medicinal coração de jesus

CORAÇÃO DE JESUS:
(Mikania ojjicinalis, M.). Família das Compostas. É um subarbusto ereto, de caule simples ou ramoso, glabro, castanho, medindo até l,50m de altura. É altamente medicinal. Planta perfumada e amarga, considerada ótima febrífuga, tônica e antidispéptica, útil até mesmo contra a mordedura de cobras c muito aconselhada nos casos de ede-macia dos membros inferiores. Também muito usada para as moléstias que atacam o útero. Foi durante muito tempo sucedânea da Cascarilha {Croton Cascarilla L.). Vegeta em todo o Brasil. No Rio Grande do Sul chamam-na guaco-da-serra e no Uruguai conhecem-na como Corazón de Jesus. Suas folhas são opostas, curto-pecioladas, decussadas, arredondadas, ápice del-tóide, base curto-cordiforme, medindo até 54mm de comprimento e quase idêntica largura, duras, glabras, glaucas, peni-nervadas, profundamente dentadas. Suas flores são brancas, dispostas em capítulos numerosos formando panículas corimbosas, terminais. Seu fruto aqüênio de 3mm é também glabro-glandu-loso, com certas persistentes, conspícuo-ciliadas.

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25 de julho de 2010

Planta coração de boi

Coração de boi:
Em Ceilão esse fruto é temido, pois, alegam que provoca a lepra. Árvore pequena, até 9m de altura, casca cinzenta ligeiramente sulcada, ramos novos fulvo-pubes-centes, folhas alternas, lanceoladas-oblongas ou elípticas, gradualmente acuminadas, arredondas no centro e agudas na base. Tem 9-21 cm de comprimento, inteiras, punctuado-glandulosas, ásperas, pulverulentas enquanto jovens, avermelhadas e quase glabras na página inferior, decíduas, flores numerosas, amareladas ou branco-esverdeadas, freqüentemente lavadas de púr-purea na parte interior e com mancha vermelha na base, dispostas em racimos; o fruto é uma baga composta e, conforme a variedade, esférica ou oblonga, em geral com a forma de coração (que lhe originou o nome), casca lisa ou pouco espinente, amarelada, avermelhada ou castanha, às vezes acentuadamente vermelha na parte que é mais exposta ao Sol, dividida por linhas impressas (reticuladas) correspondendo a aréolas rombóides, pentágonas ou hexágonas e contendo abundante polpa branca ou rósea envolvendo numerosas sementes castanhas e grandes. É originária das Antilhas e da América Central. Aclimata-se nos países tropicais e temperados. Seu fruto vai de 7 a 15cm de diâmetro. A polpa, embora adocicada não é comestível.

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24 de julho de 2010

Coração de boi

CORAÇÃO DE BOI.
(Anona reticulata, L.). Família das Amonáceas. Planta altamente medicinal. Enquanto verde o seu fruto é usado como adstringente e antidisentérico, ainda verde, porém confeiçoado, usa-se cortá-lo em fatias que são cobertas com canela e açúcar-e, quando secas, têm gosto muito agradável e muito saudável. Quando cozidos servem como legume para o preparo de sopas e molhos, assim como servem para substituir as alcachofras. O suco que corre dos ramos novos e recém-cortados é irritante e acre, e quando atingem os olhos de qualquer pessoa produzem a inflamação da conjuntiva; as folhas, úteis como resolventes nos abcessos, têm mau cheiro e muito forte e, principalmente, são narcóticas, devendo-se evitar o seu plantio junto às residências. Também contêm até 40% de óleo volátil e comestível. As sementes passam por febrífugas e combatem a diarréia, as raízes são usadas na Índia para o combate à epilepsia. Na República Dominicana foi feito um estudo a respeito dessa planta, chegando-se à conclusão de que as raízes, as folhas do fruto verde e a casca do fruto maduro contém ácido cianídrico.

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23 de julho de 2010

Coração da india

CORAÇÃO-DA-INDIA — (Cardiopermum halicacabum, L.). Família das Sapindáceas. Trepadeira anual ou vivaz, de ramos estriados, pubescentes ou glabros, medindo até 5m de comprimento e é plantas ornamentais, muito elegante, largamente cultivada no Brasil, assim como na Europa. Seus belíssimos frutos (balõezinhos) que se renovam durante 90 a 100 dias, dão uma aparência de rara beleza a esta planta. É essencialmente medicinal. A raiz, que tem um mau cheiro, insuportável, é usada nas farmácias como aperiente, laxativa, tônica, emética, sudorífera, diurética, anti-reumática. É emoliente e utilizada nas afecções pulmonares e no lumbago. Entra também na alimentação humana assim como as flores, substituindo um legume, principalmente na China, na Índia e nas Molucas. Os seus frutos são eficazes contra as afecções da bexiga e são melíferos. As sementes servem para o fabrico de colares, braceletes, etc. e fornecem um óleo fixo amarelo claro, cujo resíduo serve para for-rageiro. Os índios acerditavam que quem comesse essas sementes adquiriam “uma compreensão mais forte e uma memória surpreendente”. (De Wildeman.) As folhas são comestíveis para os animais. O suco da planta inteira é recomendado para a cura das doenças biliosas e como regularizador da menstrua-ção, bem como ainda resolvente de tumores; o decocto da raiz, mucilaginoso e rico em saponina, serve para lavar o cabelo. É planta muito comum no Brasil inteiro, principalmente nos Estados litóreos. Vegeta também na ilha de Fernando de Noronha, mas o clima onde melhor se adapta é no da Europa. Em Cuba e Porto Rico conhecem-na como Farolitos, na Venezuela é Farolito de la Virgen, na Argentina e no Uruguai é Globito ou Mundito e no Brasil leva ainda os nomes de cheque-cheque, paratudo, paúna e batuguinha. Suas folhas são alternas, longo–pecioladas, bi-ternadas, até lOcm de comprimento, folíolos pe-ciolalados, pequesos, muito variáveis na forma e no tamanho, ovais ou oblongos, agudos ou acuminados, membranosos, ligeiramente serrados, esparsa ou densamente pubescentes até gla-bros, pedúnculos com duas gavinhas opostas, quase sempre mais compridas que as folhas. Suas flores são polígamas, brancas de 4 sépalas e 4 pétalas irregulares, de 328mm de comprimento, dispostas em racimos axilares. Seu fruto é uma cápsula curto-pedunculada, trigona, intumescida, yesiculosa, reticuladc-ner-vada, alada nos ângulos, membranosa, glabra ou pubescente de 10 a 70mm de comprimento e aproximadamente igual diâmetro, 3-locular, cada óvulo separado por uma membrana e contendo uma semente lisa, preta, globosa, dura, com mancha branca em forma de meia-lua.

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20 de julho de 2010

Arvore coqueiro amargoso

Arvore coqueiro amargoso.
Tem a mesma propriedade o espadice enquanto ainda está envolto na espata. O amargor provém do glicoside “picrococoína”, que é facilmente solúvel na água e por isso desaparece desde que o palmito seja submetido à coc-ção e se lance na água um pouco de bicarbonato de sódio. Contém, extrato aquoso, água e celulose, matérias albuminosas, matéria sacarina, substância gordurosa e resinosa, malato de cal, sais, etc. além de matéria extrativa e ácidos orgânicos. Serve para moirões de cerca e ripas para construção; as folhas são dadas aos animais, os pêlos cotonosos dos pecíolos e da raque servem para acender fogo, a polpa do fruto é comestível e constitui ótimo alimento para os porcos; finalmente, a amêndoa é oleaginosa e o óleo que ela fornece tem sido aconselhado para o fabrico de vários tipos de sabões. Há a variedade platyphylla; vegeta prinpalmente nos campos e nos espigões, formando grupos extensos. É encontrada nos Estados de Bahia, São Paulo, Mato Grosso e Minas Gerais. Ê conhecida pelos nomes de coqueiro-guariroba, gariroba, guahirô (dos Parecis), guariroba e pati-amargosa.

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19 de julho de 2010

Coqueiro amargoso

COQUEIRO AMARGOSO.
(Syagrus oleracea, Becc). Espique ereto, flexuoso, até 20cm de altura e 30cm de diâmetro, fendido longitudinalmente e um pouco anelado, cor de cinza, folhas grandes, crispadas, bainha fibroso-lacerada, pecíolo tomen-to-cotonoso castanho-cinzento, nervura média amarela, tomen-tosos na página inferior, espadice pêndulo de l,35m com pedúnculo de 6cm amarelado, ligeiramente branco-tomentoso, raque cilindrácea, angulosa, ramos 50-60, contemporâneos. Flores masculinas de pétalas linear-lanceolado-agudas e flores femininas de pétalas largo-oval-mucronadas, ovário ovóide, piramidal, branco-tomentoso; fruta drupa obovóide, aguda, de 6-7cm, verde-amarela, coroada pelos estigmas persistentes, ferrugíneo–tomentosa, contendo amêndoa sólida, córnea, branca e oleaginosa. O broto terminal ou o “palmito”, embora muito amargo, é agradável e muito considerado como medicamento para várias espécies de moléstias, tais como tônico, carminativo, anti-histérico e, ainda, estomáquico.

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18 de julho de 2010

Planta sarracenia purpurea

Planta sarracenia purpurea.
De suas folhas sai o extrato glicérico que, quando convenientemente acidulado, des-trói a fibrina. Delas se extrai também o alcalóide “sarracenina”, com propriedades iguais às da “veratrinina”, uma resina e o ácido sarracênico, que é u’a matéria corante amarela. São muito usadas como antidispépticas e antidiarréicas, estimulante do estômago e da circulação. Os rizomas têm grande ação como diurético e são empregado também contra a varíola. Essa planta é originária dos Estados Unidos da América do Norte e muito cultivada também como ornamental.

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