
Plantas medicinais Cipó-catinga.
Diz-se que o extrato “administrado a animais, provoca vômitos, diarréia, aceleração da respiração, diminuição da freqüência do pulso, abaixamento da pressão sangüínea, abuminúria, abaixamento da temperatura e morte”. (Dr. A. J. de Sampaio.) Entretanto, a infusão tei-forme das folhas é comprovadamente tônica e não causa a mínima perturbação ao homem. As folhas e os ramos novos são muito aromáticos e, no estado fresco, aumentam seu aroma, mas após a secagem perdem quase todo o aroma.
Depois de perderem o aroma, tornam-se amargas. Há a variedade do Guaco (M. argyrostigma, Miq., M. cuneata Schultz-Bip, M. guaco HBK., M. guaco De Rieux, M. tallafana HBK.), de folhas maiores, membranosas, com a base dilatada em pécíolo decorrente alado. Extremamente disseminado por todo o país; contudo a Amazônia e as Guianas são o seu habitai natural.

Cipó-catinga.
Como planta medicinal tem sido objeto de longos estudos e embora apenas se conheça a presença, no caule e nas folhas, de um alcalóide febrífugo, suas virtudes medicinais não são contestadas embora sejam exageradas por uns e depreciadas por outros; abunda nos jardins e quintais de todo o Brasil, mais para efeito medicinal do que ornamental, constituindo-se um recurso para combater as febres intermitentes, as tosses, a coqueluche, a gota, o reumatismo, a sífilis e até a hidrofobia, sendo ainda reputada útil contra o cólera-morbo e a mordedura de cobras e escorpiões. É, portanto, febrífuga, estimulante, tônica, espectorante e anti-helmíntica; entra na composição de vários xaropes peitorais nacionais e estrangeiros e foi experimentada na Europa como anti-reumática e febrífuga.

CIPÓ CATINGA (Mikania amara, Wild.).
Família das’ Compostas. Trepadeira de caule cilíndrico e ramos lenhosos, castanho-pubescentes, folhas pecioladas, opostas, largo-oval–triangulares, acuminadas, até lOcm de comprimento e 6cm de largura, peninervadas, coriáceas, glabras e luzidias na página superior e pubescentes na inferior; flores brancas dispostas em capítulos longo-pedunculados, 4-floros, corimboso-paniculados; brácteas foliáceas espessas, mais ou menos oblongas; fruto aquê-nio cilíndrico, glabro, de 4mm; papo composto de 40 cerdas avermelhadas.

É conhecida também como cipó-unha de gato, unha-de-gato e cipó-de-morcego. Essa planta vegeta em muitos países, entre eles a França, Cuba, México, Porto Rico, Martinica e muitos outros.

Unha de gato.
É febrífuga, muito eficaz nas febres intermitentes; atáxicas e apiréticas, substituiu muito bem a quinina. É usada também para a cura do reumatismo crônico. Possui a variedade serrata. Seus folíolos são oblongo-lanceolados, cur-to-elípticos até obovais, agudos no ápice e obtusos ou cordi-formes na base, até 8cm de comprimento, seu cálice é campa-nulado, esverdeado, de 2cm irregularmente lobado, quase inteiro, pedúnculos axilares; suas flores de cor amarelo-claro tem corola campanulada-infundibulifonne, até 8 cm, com lobos de 15 a 20mm, quase sempre solitárias, numerosas, dispostas em paní-culas; seu fruto é uma cápsula linear, subcomprimida, até 40cm de comprimento e 15mm de largura, lisa, roxo-escuro, contendo sementes de 2 e até 3cm, sulcadas nas extremidades.

CIPÔ-DE-GATO (Batocydia unguis, M.).
Família das Bignoniáceas. É um arbusto trepador e lenhoso, até 15m de comprimento, ramos cilíndricos e algumas raízes aéreas; suas folhas são opostas, curto-pecioladas, compostas de dois folíolos e uma gavinha dividida em três ganchos, a qual substitui o folio-lo terminal. É panta ornamental de grande efeito, regularmente cultivada nos jardins. É medicinal por excelência. Consta que moradores das zonas rurais têm usado com êxito essa planta como antídoto do veneno das cobras; sua casca dá matéria corante e tanino, sendo portanto disentérica, útil nas inflamações intestinais.

Cipo-capador.
O caule e as folhas são remédio enérgico contra as orquites e inflamações em geral, também recomendados no tratamento das úlceras crônicas; a paina (filamentos) que envolve as sementes é muito aveludada e de valor para a indústria de colchoaria. É espécie trepadeira que, além de sua beleza é medicinal e cuja cultura se torna necessária e importante. Foi introduzida na Europa há quase um século como planta ornamental, porém, de uns anos a esta parte deixaram de cultivá-la, substituindo-a por outras espécies do mesmo gênero, também brasileira, por terem se aclimatado com maior facilidade à vida nas estufas. No Brasil, sua produção é muito grande nos Estados de Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Em Minas Gerais conhecem-na como capa-homem ou cipó-de-mucuna. Aliás, esta denominação está errada, de vez que pertence a várias legumi-nosas Papilionáceas; outros nomes pelos quais é conhecida: cipó-de-paina, cipó-santo, erva-santa, joão-da-costa, paina-de–penas, etc. etc. Na vizinha nação Argentina também essa planta é cultivada e recebe o nome de Gomero Enredadera.

CIPÓ CAPADOR (chites peitata, Vell.).
Família das Apocinácea . Trepadeira de caule longo e ramos ferrugíneo–tomentosos, folhas opostas, longo-pecioladas, largo-oval-cuspi-dadas, arredondadas na base, peitadas, até 16cm de comprimento, carnosas, lactescentes, ferrugíneo-hirsutas enquanto pequenas e, quando crescidas, são glabras na página superior e ligeiramente pubescentes na página inferior, pedúnculos axilares 6-8 floros, pedicelos ferrugíneo-tomentosos, brácteas oblongo-lan-ceoladas, obtusas, flores hipocrateaciformes, amarelo-enxofre com tubo branco, corola glabra com os lobos oboval-oblongos, fruto (2 folículos) ereto, de 16cm contendo numerosas sementes que têm envoltórios de filamentos sedosos.

Alga marinhas Cinto de netuno.
Os tecidos desta alga dilatam-se muito pela hidratação e por isso são aproveitados na cirurgia. Antigamente usavam, na Europa, como açúcar, os corpúsculos brancacentos e doces que se desenvolvem nas lâminas desta planta e que encerram 12% de manita. Como as outras algas, constitui um excelente adubo para qualquer tipo de plantação. Floresce em grande escala na Europa, na América e na Ásia. Existe também em quantidade razoável na costa do Brasil, solidamente presa aos rochedos litóreos que só as grandes vasantes das marés deixam a descoberto.

Cinto de netuno:
Hoje é uma das espécies preferidas para a extração de iodo, mas é necessário tratar-se uma tonelada de cinzas para se obter 10 quilos deste importante metalóide; essa tonelada de cinzas corresponde a cinco toneladas de algas secas ao Sol e a 25 toneladas de algas frescas. Tem ainda outras aplicações como produção de algarina, algelinetos e derivados, indústria têxtil (impressão, etc), usos nas farmácias, etc.