30 de junho de 2010

Planta da coca

Planta da coca.
Por outro lado, em doses moderadas e controladas, constitui um poderoso tônico, excitante da atividade mental e arterial, apressa as combustões orgânicas, aumenta o volume da urina, eleva a temperatura, acelera a respiração e o pulso. É usada, como infusão, solução aquosa, pó, injeções hipodermicas, inclusive na feitura de vinhos tônicos. Nos sarcófagos dos Incas foram encontradas grandes quantidades de folhas de coca, envolvendo as múmias. Era a “erva sagrada” dos Incas. Sua cultura estendeu-se, através dos Andes, Colômbia, Chile, Argentina e Brasil. No Brasil é encontrada com freqüência no Alto Amazonas, onde a chamam de Ipadu. No Amazonas reduzem-na a pó, para com ele fazer certa massa que mastigam, anestesian-do-lhes a boca, tornando as pessoas resistentes à fome e ao sono. Isso tornou-se um vício que leva os trabalhadores que o usam a permanecer em estado de inconsciência. durante o próprio período de trabalho. O chá, feito das folhas da coca, constitui bebida agradável, perfumada, digestiva, sudorífera e antiasmá-tica. Usam-no para as escaladas em pontos muito elevados. A produção sulamcricana é intensíssima, sendo mesmo produto de exportação para os Estados Unidos e a Europa. Entretanto, a Índia, o Ceylão e Java também a cultivam para suprir o mercado mundial, pois, apenas a produção sulamericana seria insuficiente. A procura da coca é cada vez maior e a qualidade das sul-americanas com a dos demais países diferem, pois as sul–americanas oferecem quase que somente cocaína, enquanto que a de outros países encerram principalmente “cinamileocaína” que, bem tratada, fornece um rendimento duplo em alcalóides. O uso da coca faz que os operários bolivianos e peruanos parem o serviço até quatro vezes por dia, a fim dc ingerir a droga. Sentem-se estimulados e podem passar horas e, mesmo dias, sem dormir ou sem comer.

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29 de junho de 2010

A planta de coca

A planta de coca.
Esta planta é considerada de grande importância sob o aspecto de suas propriedades medicinais, pois, suas folhas que, no estado fresco, não têm cheiro, adistringentes e acres, encerram muitos alcalóides, derivados dc uma base comum, a “eegonina” (éter cinâ-mico da eegonina), “gigrina” (líquido volátil e inofensivo), “tropacocaína”, duas “truxilinas” que se desdobram em ácido truxílico “isotropileocaína”, e veneno também encontrado na casca, denominado “cocaína”, além de cocaidina, cocaicina, quercitrina, ácido coca-tànico e composto de cenamil. De todos estes princípios o mais importante é a cocaína, que se cristaliza em prismas ineolores, sem cheiro e muito amargos, de uso diário em todo o mundo como anestésico em operações cirúrgicas, bem como nos casos de perturbações gástricas, dispepsias e gas-tralgias, com ação rápida sobre a mucosa bucal e, por isso, eficiente contra as gengivites e estomatites, sendo também ministrada para conservar os dentes e combater a gordura exagerada, o reumatismo, as febres intermitentes, a anemia, a hipo-condria, a histeria, as afecções da medula espinal, as excita-ções nervosas, a hidrofobia e o tétano. Os efeitos anestésicos da cocaína são de todo o ponto comparáveis aos efeitos do éter etílico; ela age tanto nos pontos dos nervos centrais como também nos nervos sensitivos e da periferia. Se por um lado é poderoso remédio, por outro lado, se for injetada no sangue em quantidade de 5 a 10 centigramas, poderá causar a morte pela supressão dos atos reflexos automáticos que mantêm a respiração e a circulação.

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28 de junho de 2010

Coca

COCA (Erythroxylum coca, Lin).
Família das Eritro-xiláceas. Arbusto frondoso, de raiz vigorosa, com pequenas fibras frágeis e oblíquas, até 5cm de altura e 16cm de diâmetro, casca brancacenta e áspera, ramos retos, alternos e avermelhados, folhas arredondadas no ápice até 7cm de comprimento e 3cm de largura, verde-brilhantes na página superior e amareladas ou verde-claro na página inferior, onde são visíveis duas linhas longitudinais que no ápice e na base lií,am-se a nervura central saliente; estipulas axilares, flores amarelo–brancacentas ou cor de marfim, pequenas, perfumadas, cálice livre e persistente, com 5 divisões profundas, corola de 5 pétalas; o fruto c uma drupa, oblonga e vermelha, de lem, menos-perma, coroada pelos restos do cálice e do androceu.

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27 de junho de 2010

Coalha leite

COALHA LEITE (Gedium álbum L.).
A coalha-leite é uma planta da família das Rubiáceas, de flores amarelas e folhas pequenas, verticiladas e numerosas. Nasce com freqüência à beira dos caminhos e nos campos. É conhecida na Europa como erva-de-são-joão. Como o seu nome indica, ela tem a propriedade de fazer coalhar o leite. É antispasmódica, colagoga, adstringente e diurética. Atualmente é muito pouco usada, não existindo nenhuma referência a ela nos modernos livros de fito-terapia. Entretanto, Raymond Dextreit assinala que a coalha–leite tem efeito calmante nos casos de câncer. Outros autores informam apenas que a infusão dessa planta se faz na medida de 15 a 30g por litro de água, o que se emprega, segando os mesmos autores, contra as moléstias da bexiga (areia na urina, incontinência urinaria), na icterícia e mesmo nas perturbações histéricas.

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26 de junho de 2010

Planta Medicinais coajerucu

Planta Medicinais coajerucu.
A indústria farmacêutica francesa, depois dessas experiências, lançou no mercado o alcoolato, as pílulas e as pérolas de “etherolè de coajerucu”, que na época foram muito consumidas. Em outros tempos, compravam-se suas sementes nas farmácias, onde eram vendidas a granel principalmente como condimento nos Estados do Norte, onde eram conhecidas por “pimenta-de-gentio”, “pimenta-do-mato”, “pimen-ta-de macaco”, etc, substituindo mesmo a “pimenta-do-reino” (Piper nigra L.), graças ao óleo volátil acre e perfumado que elas encerram e que as torna mais suaves e mais agradáveis ao paladar que a pimenta asiática. Essa espécie tem muita vitalidade, sendo que, enterrando-se como moirões pedaços ainda verdes, logo brotam e formam belíssimas cercas vivas. É conhecida também como coaguerec, pijerecu, pindaíba, jejerucu, ibira, pindaúva, pau-de-embira, e muitos outros nomes em todo o Brasil.

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25 de junho de 2010

Ervas medicinais Coajerucu

COAJERUCU (Xylopia frutescens, Aubl.).
Família das Anonáceas. Arvore pequena, crescendo até 7m de altura e pequeno diâmetro, folhas alternas, oblongas, cálice gamosépalo, pétalas lineares e estames indefinidos; o fruto c uma baga obo-vóide, pequena, contendo duas sementes. Fornece também madeira de cor brancacento-castanha, própria para obras internas, cabos de instrumentos agrícolas, carpintaria, mastros de pequenas embarcações, cepas de tamancos e varas de pescar. A casca é perfumada e picante e do líber tiram-se fibras (embi-ra-de-caçador), úteis para cordoalha e cstopa; as sementes também são perfumadas, digestivas, carminativas, estimulantes da bexiga, aconselhadas nos casos de emagrecimento rápido e debilidade, acompanhados de tosses e dores nas costas; também servem para combater o reumatismo, a picada de cobras, o mau hálito e a cárie dos dentes. No passado, conforme experiências realizadas, verificou-se a sua extrema utilidade para o tratamento das afecções catarrais das membranas mucosas e, particularmente das vias urinárias; muito eficazes contra a leu-corréia e as eólicas do estômago.

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23 de junho de 2010

Planta cipreste calvo

Planta cipreste calvo.
Sua madeira rósea ou vermelho-amarelada, freqüentemente de côr salmão, é leve, macia, fácil de trabalhar, não resistindo, porém, por muito tempo, o contacto com a água, não é muito atacada por insetos, é de grão fino, raios medulares invisíveis, conhecida no comércio francês como faux satine, e própria para obras expostas às intempéries, sendo a mais empregada na confecção de dormentes no Canadá. Quando floresce em lugar úmido, ou mesmo no charco, atinge a idade de 25 ou 30 anos, as raízes emitem, acima do solo, nodosidades que se transformam em saliências ocas, verticais e cônicas que, às vezes, medem até 3m de altura e que parecem ter uma dupla função: sustentar a árvore num meio em que lhe falta outro apoio e permitir às raízes que respirem, graças ao sistema radicular peculiar a cada uma dessas nodosidades, quando o terreno está inundado e assim não poderiam fazê-lo de outro modo. Coisas e caprichos da natureza! Cultivada como ornamental, principalmente nos Estados Unidos, servindo também para fixar o solo nos barrancos dos rios e para o revestimento de terrenos brejosos ou pantanosos, estimando-se o volume de madeira, por hectare, em 924 metros cúbicos e o crescimento anual, também por hectare, em 168 metros cúbicos; quanto à longevidade, atribuem-se-lhe a média de 3.000 anos. É conhecido também como cipreste-de-luisiânia, cipreste-do-brejo, pinheiro-calvo.

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22 de junho de 2010

Cipreste calvo

CIPRESTE CALVO.
(Taxodium distichum, Rich.). Família das Pináceas. É uma das espécies de Cipreste essencialmente medicinal, pois, sua madeira exsuda uma resina terebintácea, muito usada na cura das dores das articulações. As cascas são diuréticas, servindo também para curtume. É uma árvore grande, medindo até 40m de altura e 12m de circunferência, com caule alargado na base, casca avermelhada ou castanha, espessa e com epiderme que se desprende sucessivamente entrelaçados e constituindo copa oval, seus ramúsculos dísticos alternos, compridos, com as extremidades caducas juntamente com as folhas, que também são dísticas, lineares, herbáceas, de 2cm, verde-claro, porém antes da queda tomando coloração amarela ou cor de laranja; cones ovóide-oblongos, lenhosos, compostos mais ou menos de 12 escamas quadrangulares, aglomeradas.

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21 de junho de 2010

Planta cipô-caboclo

Planta cipô-caboclo:
Planta considerada pelo povo como poderoso estimulante, depurativo e afrodisíaco, aliás com suspeita de venenosa, contém glicosido e tanino e fornece raiz tônica, adstringente, purgativa e drástica. Os ramos são igualmente purgativos e, sobretudo, diureticos, também empregados na medicina popular para combater a icterícia; as folhas, talvez constituindo a parte mais importante, são remédio de comprovada eficiência contra as orquites de qualquer natureza (abuso venéreo, conseqüências de equitação, etc), sendo ainda úteis nas linfatites. inchação das pernas, edemacia dos membros, úlce-ras crônicas, úlceras atônicas; as sementes têm propriedade emetico-catártica violenta. Ao que se sabe ficou provado que a planta fresca tem maior efeito curativo; antigamente entrava na composição da “pomada de Davilla rugosa”, preparado farmacêutico que supomos obsoleto. Os caules são muito flexíveis e utilizados para amarrilhos; poderiam talvez substituir o vime, se nisso houvesse qualquer vantagem. Vegeta cm todo o Brasil, pelo menos nos Estados do Pará e da Bahia e deste ao Estado de Santa Catarina, sendo que neste último é seriamente atacada pela Licopolis franciscana, Sacc. c Syd.

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20 de junho de 2010

Cipo caboclo

CIPÔ-CABOCLO (Davilla rugosa Poir.). Família das Dilcniáceas. Arbusto trepador ou trepadeira lenhosa, de porte variável e de caule áspero, tomentoso, ramos revestidos de pêlos ásperos, folhas alternas, pecioladas, ovais ou clípticas, agudas ou obtusas, de 8-20cm de comprimento e 4-10cm de largura, inteiras ou serradas somente na parte superior, às vezes onduladas, sempre ásperas ou rugosas nas duas páginas e reticuladas na inferior; flores amarelo-pálido, pequenas, de lem com 5 cépalas glabras (duas cobrindo a cápsula) e 2-5 pétalas, esta-mes numerosos, dispostas em racimos; o fruto é uma cápsula (folículo) com 1-2 sementes.

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