
Cidrao.
Embora não seja muito ornamental é planta cultivada nos jardins de vários países do mundo. As folhas e as flores são agradavelmente perfumadas, com cheiro de limão, e são usadas como condimento como também para fins medicinais. São antispasmódicas, diges-tíveis e muito eficazes contra as doenças nervosas como melancolia, histeria, hipocondria e afecções do coração. São reputadas também emenagogas. Fornece material para a indústria tipo vime e as folhas são usadas para a indústria de perfumaria. As folhas são também revestidas de uns pêlos glandulosos que secretam uma essência contendo “citral” c “verbenona”. Essa essência é de grande valia para o comércio, justificando assim a intensificação de sua cultura no sul da França. Sua aclimatação na Itália é perfeita.

CIDRÃO (Lippia citriodora, HBK.)
Família das Ver-benáceas. Arbusto grande, verde áspero, até 3m de altura, ramúsculos escabrosos e estriados, folhas curto-pecioladas, oval-pecioladas, oval-lanccoladas, agudas, inteiras, às vezes um pouco serradas na metade superior, cinzentas, 3-4 verticiladas, até 7cm de comprimento, escabrosas na página superior e glanduloso-punctuadas na inferior; flores brancas ou lilacinas, quase sempre azuladas ou purpúreas interiormente, dispostas em espigas frouxas verticiladas, axilares, multifloras, de 4-6cm formando panícula piramidal, cálice denso-pulverulento, pubescente e es-triado; fruto seco, dividido em 2 aquênios.

Cicuta veneno.
Antigamente usavam o vinagre e o suco de limão como contraveneno, sendo que hoje usa-se o tanino e o iodureto de potássio ou então a estriquinina ou o ópio. Na Grécia usavam-no como veneno para os condenados à morte. Uso idêntico fizeram os Espanhóis e os Marselheses. Na ilha de Ceos davam-na aos velhos julgados inúteis. Originária da Europa, espalhou-se por todo o mundo. No Brasil cresce expontânea-mente nas hortas, nos monsturos e junto às paredes das habitações. É conhecida também como funcho-selvagem.

O envenamento pela cicutina é tremendo, constituindo-se o mais enérgico veneno que existe depois do ácido cianídrico. Mesmo com uma pequena dose o paciente sente ligeiras vertigens, náuseas, mal-estar, dor de cabeça, des-faiecimento, a vista obscurece, a língua embaraça-se, coçeira na pele toda a erupção eritematosa, urinas abundantes, diminuição de calorias e das forças musculares, a pupila dilata-se, os membros agitam-se em movimentos convulsivos, paralisia nos membros e nas vias respiratórias; a seguir no coração e a morte sobrevem por asfixia, precedida de cianose, de estupor e de delírio.

Planta cicuta.
A conicina, também chamada “cicutina”, é um líquido oleaginoso, amarelado, mais leve que a água, de gosto acre e mau cheiro, constituindo o veneno enérgico tão conhecido no mundo inteiro. Porém, é empregado na medicina e sua dosagem é feita aos miligramas para combater o tétano, as convulsões e contrações, a tosse espasmódica, a coqueluche a asma e qualquer tipo de afecção nevrálgica ou reumáíica. Antigamente eram usados os mesmos tipos de medicamentos para curar as escrófulas, a tuberculose, a sífilis, a hidropisia, e numerosas outras moléstias.

CICUTA (Conium maculatum, L.).
Família das Umbe-líferas. Planta glabra verde-escura, crescendo até 2m de altura, sua raiz é napiforme, da grossura de um dedo, porém atinge de 20 a 25cm de comprimento, branco-amarelada com estrias cir-culares, caule ereto, forte, cilíndrico, fistuloso, nodoso, ramoso no ápice, esfriado, salpicado de manchas vermelho-violáceo, mais numerosas na parte inferior. O suco fresco desta planta tem mau cheiro, só comparável ao da urina de rato, porque contém fécula, albumina, goma, sais, resina, metileonicina, coni-drina e o alcalóide conicina, sendo que os frutos contêm um óleo volátil, muito perfumado, que se torna escuro e sólido ao contato com o ar.

Planta ciclame.
Há as variedades álbum e Peakianum. É planta originária da Europa, conhecida no Brasil, também, como violeta-dos-alpes. Existe também a segunda espécie, ciclame-da-pérsia, que dá flores muito grandes, róseas, inodoras, com o tubo da corola gobulosos e as largas e compridas divisões levantadas maculadas de carmim vivo na base. Parece que esta espécie não é medicinal. Entretanto, outra espécie, a ciclame-de-nápo-les (C. neapolitanum Teu.) é uma planta de tubérculo grande e achatado, emitindo radículas em toda a volta e suas flores aparecem antes das folhas e suas folhas assemelham-se às da Hera. Servem para enfeitar rochedos naturais ou artificiais. O tubérculo goza das mesmas propriedades da planta ciclame-da–europa, sendo portanto, medicinal. Subdivide-se também em outras variedades.

Flor ciclame.
As flores, devido ao seu perfume, são utilizadas na indústria de perfumaria. Quando as flores desaparecem, ficam as folhas dando grande realce. Depois da florescência, o pedúnculo enrola-se em espiral a fim de esconder o fruto na terra, pelo que é chamado de “castanha-de-porco”. O tubérculo é amargo, acre, purgativo e emético violento, entretanto inofensivo para os suínos, que o comem com avidez; ele encerra ciclamose e a sapo-nina “ciclamina”, sendo que esta, sob a influência de uma enzima, desdobra-se em cyclameretina e em açúcares (glicose e pentose).

A espécie ciclame-da-europa (C. euro-paeus, L.) é planta acaule de tubérculos muito variáveis, geralmente arredondados e achatados, revestidos de pele castanha e emitindo muitas radículas; suas folhas são radicais, pecioladas, cordiformes ou orbiculades, crassas, crenadas, não-angulosas, verde-escuro, verniciosas e manchas pálidas na páginas superior e vermelho-castanhas na página inferior, suas flores são axilares, róseo-carmim, hipocrateriformes, perfumadas, dispostas em pedúnculos de 10 a 15cm, com uma flor pêndula e os 5 lobos da corola voltados para cima, róseo-violáceos na base…

CICLAME.
Existem várias espécies desta planta, que pertence à família das Primuláceas, todas exóticas, introduzidas e cultivadas no Brasil como ornamentais, dc grande efeito decorativo nos lugares sombreados e pouco úmidos, assim como no interior das residências.