
Propriedades da catuaba.
É planta ornamental de grande efeito. Suas virtudes medicinais são comprovadas e é usada como estimulante, ótimo peitoral, anti-sifilítica e também afrodisíaca. Seu grande habitai é São Paulo, Minas Gerais, (Joiás e Mato Grosso. Há também outras variedades como a angustifolia, glabra, cujos ramos são glabros e folíolos linear-oblongos; a nanceaefolis, latijolia, cujos ramos são pubescentes, aveludados e folíolos linear-oblongos; a petiolata, de folhas longo-pecioladas e folíolos estreito-lanceo-lados, obtusos; a pubertula, de ramos pubescentes e folhas oblon-gas, obtusíssimas; sessilijolia (A. acutilolium, DC., A. sessili-folium, M.); e a verticillala, de folhas sésseis e folíolos estreitíssimos, reticulados, glabros.

CATUABA VERDADEIRA
(Anemopaegma mirandum, DC). Família das Bignoniáceas. Por se tratar de planta essencialmente medicinal, de largo emprego na terapêutica, vamos estudá-la. É um arbusto de rizoma lenhoso, branco e duro, medindo até 15mm de diâmetro; seu caule quadrangular ou sub-cilíndrico, pubescente ou aveludado, medindo até 40m de altura. Suas folhas são compostas, 3-folíolas, sésseis, folíolos (6-8) estreito-lineares ou linear-oblongos, agudos ou obtusos, estreitos na base e com as margens revolutas, ásperos e glabros; suas flores axilares, solitárias, grandes, pedunculadas, de corola infun-dibiliforme, amarelas com fauce branca ou sulfúrea; seu fruto é uma cápsula ocrácea, acuminada na base, valvas lenhosas e espessas, até 8cm de comprimento; suas sementes elípticas com ala hialina.

Catuaba efeitos.
Outra espécie, a catuaba-do-mato, Ilex conocarpa reiss, da família das Aqüi-foliáceas, é um arbusto ou árvore, com ramos ligeiramente sul-cado-pubescentes, com folhas pecioladas, até 8cm de comprimento, serradas, com pontos escuros na parte superior. Esta espécie é muito útil quanto ao aspecto terapêutico, pois é melí-fera, e suas folhas são tônicas, diuréticas e estomáquicas, substituindo até mesmo a erva-mate. Contém umidade, celulose, substâncias albuminóides, gomosas, sais inorgânicos, matéria extrativa, sacarina, ácido resinoso, ácido mate-tânico, cafeína pura, resina mole è princípio amargo. Fornece também material para o fabrico de tinta preta. Vegeta nos Estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Suas flores de 4 estames e seu fruto, cápsula de 8mm de diâmetro. Subdivide-se em várias outras espécies como a brasiliensis (Cicca brasiliensis, Baill), guyanensis e Riedelianus, que têm propriedades tônicas, são estimulantes e até afrodisía-cas. Existem, muitas outras espécies de Catuaba, mas ao que parece não contêm propriedades tônicas, são estimulantes e até afrodisíacas. Existem muitas outras espécies de Catuaba, mas ao que parece não contêm propriedades terapêuticas, especialmente as que vegetam nas Antilhas, na América Central e no México. Conhecida também por pau-de-resposta.

Catuaba selvagem.
Seu fruto é uma cápsula elíptica, obtusa, plana, amarela, medindo até lOcm de comprimento e 6cm de largura. É medicinal, sendo eficaz no combate à sífilis. Vegeta em Minas Gerais e na Bahia. Suas sementes são elípticas e medem 5cm de comprimento e 4cm de largura. A espécie Phu-lanthus nobilis, Muell. Arg., da família das Euforbiáceas, é um arbusto ou árvore de 4 até 20m de altura, com folhas curto-pecioladas, lanceolados, oblongas ou oblongo-elípticas, agudas ou acuminadas, até 14cm de comprimento, estipulas inteiras e glabras.

CATUABA
(Anemopaegma glaucum, M.). Famíla das Bignoniáceas. Conhecidíssima, a Catuaba apresenta 3 ou 4 espécies. Seu nome significa “folha” ou “árvore boa”. A primeira espécie: Anemopaigma glaucum, M. É um arbusto ereto, ramoso, glabro, com folhas longo-pecioladas, ternadas, sendo as inferiores às vezes conjugadas, com folíolos oblongo-lanceolados ou espatulados, obtusos ou mucronados no ápice, estreitos na base, até 12cm de comprimento, densamente glandulosos, rígidos, coriáceos, 3-nervados, concolores, raramente pubescentes e glabros; suas flores são campanuladas, de 6cm ou mais, dispostas em racimos.

Catinga de negro.
É espécie ornamental, digna de cultura nos jardins de bom gosto. Quase todo o Brasil a cultiva. É conhecida também como mussambê-catinga. Outra espécie desta Capari-dácea é a C. speciosa, HBK. Planta herbácea ereta, glabra ou pubescente, folhas digitadas, 5-7 folioladas folíolos estreito-elíp-tcos ou lanceolados, acuminados no ápice e cuneados na base, até 14cm de comprimento e 4cm de largura, inteiros ou finamente serrados, flores róseas ou brancas, de sépalas estreito-lanceoladas e pétalas imbricadas, reunidas em pequenos racimos; o fruto é uma cápsula de 6-10cm, ginóforo de 50-65mm de comprimento, sendo a parte superior 6 ou 7 vezes mais longa que a interior. É considerada excitante, aperitiva e diurética. É muitíssimo cultivada no Norte do Brasil.

CATINGA-DE-NEGRO
(Çleome gigantea L.). Família das Caparidáceas. Arbusto sublenhoso, até 3m de altura, caule simples ou pouco ramificado, raminhos aveludado-pubescentes, inermes, viscosos; folhas alternas, longo-pecioladas, 7-partidas, grandes, verde-claros, hirsutas nas duas páginas, compostas de folíolos lanceolados, agudos ou acuminados; flores verdes, de sépalas compridas, lineares, curvas; o fruto é uma cápsula muito longa e fina, contendo numerosas sementes. Útil na cura do reumatismo e das paralisias; fornece matéria tintorial vermelha e passa por ser tóxica.

É cultivada no Brasil inteiro e, às vezes, é atacada pelo fungo Cystopus brasiliensis, Speg. Sua origem está no nosso continente, mas nos demais países ela também é cultivada e conhecida. Em Costa Rica, chamam-na Santa Lúcia, na Venezuela, Rompe-Zaraguellos, no Salvador Mejorana, no Maranhão de Mentrasto, na Índia Portuguesa de Ganerem, na índia Inglesa, de Ochunti, e finalmente nas Malvinas, Kochchefai.

Durante a destilação do óleo, produz-se álcool metílico. Antigamente acreditavam que as folhas, quando colocadas sobre o ventre das parturientes, aceleravam o parto; também reputavam-nas insectífugas e por isso colocavam-nas no meio da roupa recém-lavada. Serve muito bem para a guar-nição de canteiros e nos nossos jardins é muitíssimo cultivada, mesmo porque se mistura com a celestina, que é do mesmo gênero botânico. A opinião varia de país para país. Enquanto no Congo Belga consideram-na erva má para o gado, já na ilha de Java ela serve como forragem para bois e cavalos, sendo ali muito incentivada sua cultura para esse fim. Alastra-se facilmente, invadindo os campos e dá a eles um aspecto alegre, devido ao azulado-lilás de suas lindíssimas e abundantes flores.