
A banana é o fruto que desperta maior interesse no comércio internacional. Muitos navios percorrem os mares transportando o fruto da bananeira, que ocupa lugar de destaque nas mesas mundiais, não admitindo mesmo outra fruta que a possa rivalizar em comércio c consumo.

A bananeira produz grande quantidade de frutos saborosos e feculentos e que, apesar da falta de proteína, são entretanto ricos em outras matérias nutritivas de grande valor, conforme as suas variedades, tanto como comestíveis crus, fritos, secos, assados ou passados, em geléias, compotas, pasta (a famosa bananada) ou mesmo reduzido a farinha, (bananose), mingaus e bolos; são sempre saudável e por isso mesmo usados sempre na alimentação infantil, para adultos enfermos ou não.

Outra subespécie também comestível crua é a Sapientum Schum, de pseudocaule até 6m de altura, flores numerosas com bráceas rosas decíduas e fruto oblongo, geralmente subtrígono, às vezes cilíndrico, sempre carnoso, ligeiramente ou pouco recurvado, às vezes reto, amarelo ou avermelhado, de 8 a 20cm de comprimento.

Seus frutos são comestíveis no estado natural, ou seja, sem necessidade de cosimento, com exceção de banana rajada que é conhecida como banana-de são tomé, originária da ilha africana desse nome, com folhas e frutos mais compridos e com estrias brancas e brácteas vermelho claras interiormente, cultivada em várias nações do globo, inclusive no Brasil.

Existem as subespécies como bico verde, figo, ouro, maçã, pernambuco, prata, rosa santa Elisa, etc. Têm frutos pequenos, cilíndricos ou angulosos, de casca coriácea amarelo brancacenta ou amarelo intenso ou ainda violácea.

Outra variedade é a banana de são tomé, cujo fruto é menor, mais cilíndrico e mais reto, com polpa amarela, mais apropriada para assar, enquanto as anteriormente citadas são próprias para fritar.

Esta é a espécie tipo, abrangendo as diversas variedades em que a maturação não basta para transformar o amido em açúcar, isto é, daquelas cujos frutos, mesmo quando completamente maduros, são comestíveis somente depois de cosidos e conhecidos pelos nomes de caiena, maranhão, mata fome, meiapataca, e banana da terra.

Seu pseudocaule, verde-violáceo, mais ou menos cilíndrico formado pelas bainhas dos pecíolos superpostas, até 7-8m de altura e 25 a 30cm de diâmetro, suas folhas 8,10 divergentes, longo pecioladas, lanceolado-oblongas, verdes, com limbo até 250cm de comprimento e 80cm de largura; seu fruto cilíndrico anguloso, muito recurvado, amarelado ou verde-amarelado, de 16 a 30cm de comprimento, contendo polpa branco-amarelada, ligeiramente adstringente, comestível só após seu cosimento.

BANANEIRA
(Musa paradisíaca, L.), Cifforíiarta L., M. paradisíaca var. normails, Kuntze, M. sapientum Griseb., var. paradisíaca Bak.), da família das Musáceas. Planta herbáceoarborescente, intensamente medicinal, pois tem aplicações especiais contra a diarréia astênica, a erisipela e afecções congêneres, fazendo-se dela um certo xarope muito usado para a cura das bronquites, tuberculose e dispepsias.

A espécie Bambusa vulgaris, Schrad, da família das Gramináceas, é febrífuga, anti-hemorrágica, suco calmante nas afecções nervosas, brotos estomáquicos, antidisintéricos e depurativos. Até mesmo as larvas que vivem dentro dos internódios são comestíveis para alguns povos que a elas atribuem propriedade afrodisíaca. O bambu tem grande oportunidade para ser aproveitado especialmente como medicamento, no Oriente.