2 de setembro de 2010

Dama entre verdes

DAMA ENTRE VERDES (Nigella damascena, L.).
Família das Ramunculáceas. Por este nome ou pelo de damas-entre-verdes, são conhecidas algumas espécies da família das ranunculáceas, originárias da Europa e muito comuns nos jardins, pela beleza e singularidade de suas flores. Planta de caule ereto, ramoso, esfriado, até 50cm de altura; folhas alternadas, sésseis, multífidas, decompostas em muitos segmentos ou divisões finas, lineares, agudas; flores solitárias, terminais, de 30-35mm de diâmetro, azul-pálido ou brancacentas, acompanhadas por numerosos segmentos quase capilares transformados em brácteas persistentes e formando, sob o cálice, como que um invólucro maior que a flor; sépalas oval-lanceoladas, unha mais curta que o limbo; constituída por 5 carpelos 1-nervados, lisos, com os ovários soldados entre si e em toda a extensão; sementes trígonas, transversalmente rugosas. Passou por ser espécie eme-nagoga e excitante dos órgãos genitais, as sementes são carmi-nativas c diuréticas, também aconselhadas contra as dores de cabeça, desprendem um aroma igual ao do Morango e por isso, na Alemanha, empregavam este fruto na confecção dos sorvetes, tendo sido antigamente usadas também como condimento, em lugar das de N. saliva, L.; no Egito entravam no preparo de uma conserva especialmente apreciada pelas mulheres e à qual adicionavam gengibre, canela-da-índia, âmbar-cinzento, açúcar, etc. Nas culturas de Chipre a produção de sementes é estimada em 23g por metro quadrado.

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1 de setembro de 2010

Clusia rosea

Essa planta enquanto nova é um cipó cujas raízes adventícias descem para o solo e nele se entranham ao mesmo tempo que emitem outras laterais, todas se entrelaçando, envolvendo e apertando a planta que as hospeda, até causar-lhe a morte por interrupção da circulação da seiva. Suas folhas são opostas, curto-pecioladas, arredondado-obovadas, largo-arredondadas na base, de 7 a 15cm de comprimento e quase de idêntica largura, inteiras, muito grossas, coriáceas, rígidas, peninervadas e com muitas nervuras laterais paralelas; suas flores são polígamas, curto–pedunculadas, solitárias ou geminadas, de 6 pétalas de 3 a 4cm, brancas ou róseas com muitos folíolos imbricados, os mais centrais maiores, membranosos e coloridos, as flores femininas com ovario globuloso, dispostas em cimeiras axilares. Seu fruto é uma cápsula esférica, quase branca de 5 a 8cm de diâmetro contendo muitas sementes com arilo, deiscente na maturação. Natural da Guiana. Muito conhecida principalmente no continente americano.

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31 de agosto de 2010

Cupai Clusia rosea

CUPAI (Clusia rosea, Jacq.).
Família das Gutiferáceas. Esta planta é um arbusto de 3 a 10 m de altura com 64cm de diâmetro, geralmente epífita, pseudo-parasita, germinando sobre outras árvores, para onde os passarinhos transportaram as suas sementes. É também medicinal. A casca é lisa, fina e ótimo adstringente e eficaz contra o reumatismo; as suas folhas que, segundo a lenda, serviu de papel para os colonizadores espa^ nhóis escreverem suas cartas, servem para infusão peitoral muito reputada; a resina do fruto é resolutiva no tratamento de fraturas e entorses e, finalmente, seu látex amarelo e espesso, que se obtém pela perfuração no caule, é amargo, balsâmico, purga-tivo e drástico, proveitoso na cura das chagas do gado e muito valioso para a calafetagem de canoas e barcos. Conhecida com os nomes de mata-pau e cebola-brava. científico é Clusia rosca Jacq. (C. alba Kunth, C. jetusa Poir., C. rubra). Sua madeira, castanho-avermelhada ou mesmo vermelha com raios bem visíveis e listras mais escuras ou mais claras, é forte, compacta, dura, apenas aproveitada para moirões de cerca e como lenha.

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30 de agosto de 2010

Propriedades medicinais do cumaru

O perfume da fava do cumaru é tão forte que é usado para perfumar cigarros, rapé, chocolates e bebidas, sendo um sucedâneo da baunilha e tendo grande emprego na indústria. Da semente se obtém também um óleo que serve para curar as úlceras da boca, é tônico do couro cabeludo e usado pelos índios desde longa data. Também perfuma e dá brilho aos cabelos. Vegeta em todo o Brasil, principalmente no Amazonas e em Mato Grosso. Conhecido também como cumaru-amarelo, cumaru-do-amazonas, cumaruzeiro, umbaru, muirapaié, nome indígena que queria dizer “árvore dos feiticeiros”. Fornece madeira de lei de cor variável conforme o solo em que cresce, mas geralmente de alburno-cinzento amarelado e cerne casta-nho-avermelhado ou ainda amarelo-róseo ou pardo-amarelado, laranja com veias ou listras vermelhas, ondeada, belíssima, tecido compacto; grão irregular, muito dura e rija, fibras finíssimas e entrecruzadas, poros curtos e largos, difícil de trabalhar, porém recebe muito bem o verniz, própria para obras expostas, construção naval, rodas de carros e moinhos, dentes de engrenagem, carroçaria, canoas, marcenaria de luxo, obras de torno, etc.

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29 de agosto de 2010

Cumaru planta

CUMARU-VERDADEIRO (Coumarouna odorata, aubl.).
Família das Leguminosas. Planta essencialmente medicinal. Arvore grande, elegante e frondosa, medindo até 32m de altura. Tem caule reto com 60cm de diâmetro. Casca avermelhada ou amarelo-claro-acinzentada, pouco espessa, com pele quebradiça e que se desprende facilmente. Seu fruto é aberto em sentido longitudinal, desde que exposto ao Sol, e contém uma semente famosa que tem os seguintes nomes: “fava-de–cumarú”, “fava-de-tanha”, “fava-de-tonka”, “fava-da-índia” e outros. Tais sementes eram aproveitadas pelos índios para a feitura de colares, braceletes e outros enfeites. Quanto à parte medicinal é emenagoga, diaforética, antispasmódica, cardíaca. Isso é devido à presença da “cumarina”, substância branca, cris-talizável em prismas acinaciformes, de sabor acre no começo e depois agradável, solúvel em água fervente. O extrato é um veneno moderador e retardador da respiração e dos movimentos cardíacos, ao mesmo tempo que é um anestésico. O extrato tem eficácia sobre o sistema nervoso cérebro-espinal, donde a anestesia e os fenômenos sensitivos-motores verificados e age sobre os centros nervosos intracardíacos, de modo a tornar as pausas diastólicas mais longas, de onde sístoles compensadoras mais enérgicas e esgotamento final da atividade do órgão em diástole.

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28 de agosto de 2010

O chá cumacaá

O chá feito dessa planta é laxativo. É planta vulgar no Brasil, e sobremodo interessante porque está associada entre os habitantes do Amazonas a inúmeras superstições que mereceram estudos pelo Dr. Barbosa Rodrigues. Umas das superstições diz que “o juiz que assinar uma sentença com tinta que tiver em dissolução a fécula do cumacaá nunca a dará contrária ao réu; aquele que, pelo coração, quiser ter preso outro, ou receber sem negativa, um favor, escreverá com a mesma tinta; a mulher ou homem, cuja roupa for gomada com a mesma farinha, tor-nar-se-á constante ao querido amante; as moças que, entre os cabelos, esconderem uma folha daquela planta terão o poder de se mostrar sempre belas, embora sejam feias”, etc. Existe em grande quantidade no Estado do Amazonas, onde também é conhecida como cumaná ou umacaá.

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27 de agosto de 2010

Cumacaá

CUMACAÁ (Elcomarhiza amilacea, Barb. Rodr.)
Família das Asclepiadáceas. Trepadeira lactescente de caule lenhoso, verde enquanto nova, com o tempo torna-se fulvo e com glândulas esparsas; suas folhas são pecioladas, oblongas ou lan-ceoladas, agudas, carnosas, opostas, até 14cm de comprimento, sendo maiores as inferiores, inflorescência axilar, pcdúnculos duas vezes mais compridos do que os pecíolos, flores brancas ou também cor de carne, às vezes lavadas de violáceo, sem cheiro algum, reunidas em duas umbelas dispostas em cimeiras escorpóides, seus frutos de folículos pequenos. Esta belíssima e elegante planta fornece raiz cilíndrico-tuberosa conhecida pelo nome de “batatão” e que guarda o princípio ativo elcomarhysa, com ação destruidora sobre os tecidos recém-formados, produz uma farinha finíssima, antigamente muitíssimo utilizada no tratamento de feridas e úlceras, tendo sido base de inúmeros produtos farmacêuticos que tiveram grande aceitação no passado. É, portanto, planta medicinal. Dentre os produtos feitos com o Cumacaá existe um eficiente contra a hipertrofia da conjuntiva ocular.

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Arquivado em: Cumacaá, Plantas medicinais — admin @ 22:08 Tags:,

26 de agosto de 2010

Ocotea cujumary

CUJUMARI (Ocotea cujumary Mart.).
Família das Lau-ráceas. Árvore dc caule grosso e muito alta, ramos ferrúgeo–tomentosos somente no ápice, casca espessa, folhas pecioladas, ovais ou elíptico-lanceoladas, esparsas, longo-estreito-acumina-das, ligeiramente obtusas na base, até 15cm de comprimento e 37mm dc largura, coriáceas, peninervadas, verdc-pardacentas, quase glabras nas duas páginas ou com leve pubescência bran-cacenta na página inferior, flores dióicas, exteriormente amare-lo-ocrácco-pálidas, interiormente brancas, ferrugíneo-tomento-sas, dispostas em tirsos piramidais; o fruto é uma baga-ilipsóide de 13mm de comprimento e 8mm de diâmetro, com cúpula crassa na base. É planta medicinal e sua casca é aromática, excitante e digestiva. Seus frutos (Cujumary beans, como a denominam os ingleses), alem de serem aromáticos são oleaginosos, tônicos, antidispépticos e comprovadamente úteis no combate à atonia intestinal, sendo que as pessoas da zona rural misturam em partes iguais às cinzas do lenho mal queimado de certa Legu-minosa conhecida pelo nome de Peracuúba ou Piracuúba. Seu habitai são os campos e as matas. O Estado brasileiro que mais contém o cujumari é o Amazonas. É também conhecida pelos nomes de cucheri, cuchumari, Cucumari, Cuiumari Cumari ou Cuimari. Além das propriedades medicinais, essa planta fornece madeira de boa qualidade para construção civil e naval, sendo utilizada também nos serviços de carpintaria e marcenaria.

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25 de agosto de 2010

CUIPEUNA

CUIPEUNA (Tibouchina mulabilis Cogn.).
Família das Melostamiáceas. É planta medicinal, sendo um arbusto ou árvore pequena, medindo até 12m de altura, com caule reto e ramos numerosos e compridos, raminhos denso-hirsutos revestidos de pele pardacenta, com folhas curto-pecioladas, opostas, oblongo–lanceolada, agudas, até lOcm de comprimento e 3 centímetros de largura, rígiras, inteiras, 3-5 nervadas, verde-escuro na página supeior, inflorescência terminal e axilar, quase sempre solitária, às vezes 2-3 flora, disposta no ápice dos raminhos, brác-teas florais livres, com flores de cálice 4-bracteado, campanu-lado, com corola ampla, de 10cm de diâmetro até mais, seu fruto é uma cápsula contendo muitas sementes. É uma belíssima árvore ornamental, muito cultivada nos parques e jardins e até mesmo na arborização de ruas, principalmente em São Paulo. Seus ramos não têm resistência aos ventos, floresce duas vezes por ano e sempre tão abundantemente que as folhas ficam ocultas em grande parte, sendo que as flores são brancas no primeiro dia,  brancacento-violáceas no imediato e roxo-escuras nos seguintes. Fornece madeira de inferior qualidade mas que serve para o feitio de caibros e obras internas, vigas, postes, esteios e morões localizados em lugares secos; seu peso específico é 0,660. A casca é adstringente e serve também para curtume, além de fornecer ainda matéria tintorial. O suco é muito eficiente para a lavagem das úlceras. Vegeta principalmente na serra do Mar, desde o Rio de Janeiro até Santa Catarina e ainda Minas Gerais. Conhecida também como flor-de-maio, jacatrão–de-capote, jaguatirão, pau-de-flor, flor-de-quaresma. Segundo Loefgren, o prefixo “cué” quer dizer “coisa passada”-, alusivo à mudança de cor das flores. Mais informacão em plantas ornamentais.

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24 de agosto de 2010

Fruto da cuieira

Cuieira.
É conhecida também como árvore-de-cuia, cabaceira, coité, cui-té, e Cuiteseira. Fornece madeira castanho-amarelada com veias mais escuras, densidade média, tecido compacto, grão grosso, muito flexível, porém dura e forte, fácil de trabalhar e recebendo bem o verniz. É própria para carpintaria, varais de carroça, marcenaria, carroçaria, selas é cabos de instrumentos. Essa madeira, em contato com a umidade apodrece rapidamente. É uma árvore baixa, muito frondoso e de caule tortuoso. Mede até 16m de altura. Na época de sua frutificação a quantidade de frutos é tão grande que os seus galhos vergam ao peso dos mesmos. Há uma lenda popular de que, amarrando-se pedras nas pontas dos galhos, a frutificação ainda é maior. Do fruto ainda se obtém matéria tintorial, que serve para tingir a seda e o algodão; suas dimensões são enormes e sua casca é muito dura, servindo para fazer vasilhas, utensílios de cosinha, instrumentos musicais e outros objetos de uso doméstico.

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